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Notícias


7/05/2021

17° Romaria da Terra e das Águas Padre Josimo começa neste sábado com programação virtual

 

Começa neste sábado, 08, a XVII° Romaria da Terra e das Águas adre Josimo! Com o lema ‘Da Amazônia para o planeta: Queremos RES-PI-RAR!’, a programação acontece de forma online e vai reunir romeiros e romeiras, lideranças sindicalistas, membros de comunidades rurais de todas as regiões e pessoas que compõem o trabalho de base na luta em defesa da terra e da agroecologia.

Os temas retratados nos seminários e Lives serão os seguintes: Os sonhos sociais das comunidades do regional norte 3 da CNBB (09/05 às 9h – seminário; Live às 18h – 19h30); O que aprendemos com pe. Josimo: seu diferencial, seus sonhos (08/05 às 19h – Live); Celebramos a Páscoa de Cristo na Páscoa das e dos Mártires e lutadores pela vida (dia 10/05 às 19h – Live).

A transmissão será feita no Canal do Youtube da diocese de Tocantinópolis e Diocese de Imperatriz e no facebook da Comissão Pastoral da Terra – Araguaia Tocantins. Tradicionalmente a Romaria da Terra e das águas Padre Josimo é conhecida na região por reunir certa de 600 pessoas de diversos municípios do Tocantins, inclusive comunidades rurais e movimentos sociais de Imperatriz-MA. Segundo os organizadores, a Romaria é um momento dedicado a celebrar a caminhada de luta e vitórias, refletir sobre os desafios atuais, e reafirmar o compromisso pelo Reino da vida plena.

Neste ano, devido à pandemia do Covid-19, a XVII° Romaria da Terra e das Águas Padre Josimo! Vai acontecer de forma virtual. Serão três dias sábado (08), domingo (09) e segunda (10). A Romaria virtual está sendo organizada por: Comissão Pastoral da Terra – Araguaia – Tocantins; Rede Bico de Agroecologia, sobretudo, a Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins; Quilombo Dona Juscelina; CEBI/MA; Cáritas; Diocese de Tocantinópolis e Diocese de Imperatriz; CNBB Regional Norte 3.

Confira a programação:

1° dia – 08 de maio das 19h às 20h30 – LIVE: O QUE APRENDEMOS COM PADRE JOSIMO: seu diferencial, seus sonhos. Josimo dizia: “Chamado de Deus: dom da vocação sacerdotal a serviço dos pobres… Não quero ser padre de escritório, nem ser padre burro… O medo não me detém. É hora de assumir”.

2° dia – 09 de maio das 09h às 11h – SEMINÁRIO: OS SONHOS SOCIAIS DAS COMUNIDADES do Regional Norte 3 da CNBB. Ê JOSIMO COMPANHEIRO ! TEUS SONHOS EM NOSSOS SONHOS !—  Ainda no dia 09 de maio das 17h às 18h30 – LIVE: RESISTIMOS. VIVEMOS NOSSOS SONHOS. SEMEAMOS ESPERANÇA! Ê josimo companheiro! Tua vida em nossas vidas! Josimo disse: “Se eu me calar, quem os defenderá, quem lutará a seu favor?”.

3° dia – 10 de maio das 18h às 19h30 – LIVE: CELEBRAMOS A PÁSCOA DE CRISTO NA PÁSCOA DAS E DOS MÁRTIRES E LUTADORES PELA VIDA. Josimo disse: “É hora de se levantar e fazer a diferença. Morro por uma causa justa!”


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21/04/2021

Ação solidária neste momento de pandemia reúne jovens dos municípios de Carrasco Bonito e Esperantina

A agroecologia reúne não só a forma de cultivar, mas também um modo de vida. Na agroecologia todos e todas agricultores/as participam da produção e vivem em comunidade. Dessa forma, o trabalho das juventudes do campo necessita ser reconhecido, pois muitas vezes a contribuição é considerada apenas ‘ajuda’, além de ter pouca participação nas decisões sobre a comercialização dos alimentos.

Porém, desde 2018 alguns jovens têm se organizado em coletivos e buscado mudar essa realidade. A exemplo pode ser citado a ação das juventudes dos municípios de Esperantina e Carrasco Bonito, localizados na região Bico do Papagaio, em que no último domingo, 18, entregaram cestas básicas com produtos agroecológicos cultivados e plantados em suas propriedades e quintais.

A juventude de Carrasco Bonito entregou as cestas básicas com uma faixa em forma de protesto também. (Fotos: GT das Juventudes Rurais)

Segundo o jovem Antony Bryan Silva do Acampamento Pe. Josimo de 14 anos, participante da entrega e produções das cestas básicas, afirma que o cultivo dos alimentos e a entrega são gratificantes e valoriza o trabalho das juventudes em sua comunidade.

“Sou do Coletivo de Juventudes Sementes daqui de Carrasco Bonito e fizemos a entrega das cestas para as famílias que estão precisando e que neste momento estão sem emprego e sem salário para poder sobreviver. O alimento veio todo da roça, sem veneno, sem nada que faça mal, tudo bem plantado e tudo bem colhido. Todos os jovens plantaram e fizemos mutirão pra ajudar a plantar nos momentos de dificuldades. A puba e a farinha juntaram o coletivo todo para poder fazer”, relata.

Juventude de Esperantina realizando a entrega das cestas básicas agroecológicas.

O Coletivo produziu 25 cestas básicas, distribuídas no acampamento Carlos Marighella localizado entre os municípios Araguatins e Augustinópolis e no Carrasco Bonito. “As famílias escolhidas para receber as cestas foram as que os adultos estão desempregados e que vivem em situação de vulnerabilidade social aqui no nosso município. Os produtos quase todos foram cultivados no acampamento de forma agroecológica, alguns cultivados pelas juventudes e outros não. Produzidos pela juventude tinha o feijão, farinha e puba e abobora”, explica Jorge Luís, um dos organizadores da produção e entrega das cestas.

Esta ação realizada pelo Coletivo Sementes estava articulada junto a atividade do 15º Acampamento Pedagógico da Juventude Oziel Alves, do MST.

As famílias que receberam as cestas são as que neste momento os adultos estão sem emprego.

A ação em Esperantina ocorreu também no domingo (18) com a entrega de 20 cestas básicas. Segundo Matheus Indiano o grupo de jovens agroecológicos participante era formado por quatro jovens e uma liderança da COOAF-Bico. Juntos decidiram os produtos que iriam nas cestas e quais famílias iria receber.  “A cesta foi composta por amendoim, tapioca, farinha, milho verde, azeite, macaxeira, abóbora, arroz, além de produtos de higiene necessários neste tempo de pandemia como álcool em gel e sabonete”.

Matheus explica a sua sensação de participar dessa atividade tão necessária neste momento de pandemia. “Muito gratificante participar dessa atividade, uma vez que uma ação como está permite o envolvimento da juventude e ao mesmo tempo demonstra o potencial que a juventude tem para organizar certas ações, para produzir alimentos agroecológico e permite a valorização e a motivação para que haja a sucessão e permanência do jovem no campo, produzindo de forma sustentável e tendo geração de renda”, relata Matheus Indiano.

Estas ações também contaram com a parceria da APA-TO com o apoio do IAF articulada em conjunto com a Campanha de Solidariedade da Rede Bico Agroecológico.

A juventude de Carrasco Bonito seguiu em marchas pelas ruas e entregaram 25 cestas básicas.


17/04/2021

Jovens da comunidade Cento dos Calixtos organiza cestas agroecológicas para entregar as famílias carentes

Jovens da comunidade Olho D’Água, localizado no Cento dos Calixtos, distribuíram na última quinta-feira, dia 15, vinte e três cestas agroecológicas para famílias em situação de vulnerabilidade social residentes do município de São Miguel – TO. Participaram da atividade 19 jovens e cada um puderam colocar nas cestas produtos cultivados em seus quintais e áreas de plantações.

A jovem Mayane Silva Portel uma das integrantes do coletivo das Juventudes dos Calixtos afirma que foi muito gratificante participar dessa ação em que uniu agroecologia, solidariedade e  espírito de equipe. “Participar do coletivo de Juventudes e está nesta ação é muito gratificante para mim porque fizemos cestas básicas para ajudar as famílias carentes, famílias que precisam ser acolhidas e abraçadas por nós. Foi muito bom juntar produtos saudáveis e atitudes solidárias”.

Os jovens se dividiram em equipes e montaram e distribuíram as cestas básicas com produtos agroecológicos. (Fotos:  APA-TO)

A jovem ressalta que os produtos que compunham as cestas foram cultivados pelos jovens da comunidade. “Na cesta tinha verdura, frutas saudáveis e bonitas sem agrotóxicos. Seguimos junto e construído um mundo mais saudável e sem agrotóxicos”.

Uma das beneficiadas foi a Maria Lucia, que mora no município com mais três filhos e o esposo. Ela conta que ela e esposo estão sem trabalhar e que a cesta básica chegou em ‘boa hora’. “Chegou em boa hora porque estava faltando um pouco. Agradeço muito a vocês que trouxeram. O homem faz algumas diárias de serviço e eu não estou trabalhando. Nesses dias nenhum dos dois estão trabalhando”.

Puba, banana, farinha, Azeite de coco babaçu, cheiro-verde, cuxá, mesocarpo, abóbora e polpas de frutas era são os produtos que compuseram as cestas.

Para fazer as cestas os jovens se organizaram dividindo a produção e formando equipes para preparar e entregar. A cesta básica continha um pacote de arroz de cinco quilos, duas garrafas de álcool em gel (os únicos produtos que não eram diretamente da comunidade Olho d’Agua); de produtos agroecológicos cultivados pela juventude tinha: macaxeira, cuxá, cheiro-verde, abóbora, quatro quilos de bananas, mesocarpo, polpa de frutas, puba, azeite de coco babaçu e farinha. A atividade será repetida em mais dois municípios na região do Bico do Papagaio.

23 cestas básicas agroecológicas foram produzidas pelo jovens da comunidade Olho D’Água

Rejane de Oliveira, uma das jovens organizadoras explicou que cada jovem plantou e colheu os produtos que estavam nas cestas. “Cultivamos nos nossos quintais e áreas de plantios aqui daqui de Olho D’Água. Tiramos o cuxá, a macaxeira, produzimos a puba, a farinha, e juntamos cada alimento, até fazer cada cesta. A escolha das famílias que recebeu as cestas foi decidida em coletivo e procuramos entregar para quem estava mais precisando”.

A ação de solidariedade realizada em São Miguel faz parte da Campanha de Solidariedade da Rede Bico Agroecológico que realiza ações desde o ano passado e desta vez está sendo realizada pelas juventudes do campo que também produz e está engajado em ações que minimizem os impactos da pandemia.  A iniciativa acontece em parceria com as Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) e apoio da IAF.

As famílias foram escolhidas pelos próprios jovens.


16/12/2020

Campanha de Solidariedade distribui alimentos agroecológicos para 6 mil pessoas

Entre os dias 16 e 18 de dezembro, acontece mais uma etapa da Campanha de Solidariedade da Rede Bico Agroecológico. 200 cestas agroecológicas serão distribuídas em Esperantina, Buriti, Axixá, São Miguel, Praia Norte e Carrasco Bonito. Com essa ação, a campanha atingirá cerca de 2 mil famílias da região. As comunidades de São Miguel e Axixá foram as primeiras a receber as cestas.

As cestas são compostas por alimentos produzidos por agricultores familiares e quebradeiras de coco, como tapioca, polpas de fruta, farinha de mesocarpo, farinha de mandioca, feijão e azeite de coco babaçu e serão distribuídas para famílias em situação de vulnerabilidade. Todos os itens da cesta são cultivados livres de agrotóxicos.

Integrante da ASMUBIP entrega cesta agroecológica para um casal. Eles estão em frente à uma casa de taipa, todos os três utilizam máscara.

Entrega das cestas agroecológicas nas comunidades de Axixá. Foto: RedeBico

Em um ano atípico, marcado pela pandemia de coronavírus e das restrições de circulação para conter o avanço do vírus, organizações de agricultores familiares e quebradeiras de coco se reuniram para realizar uma Campanha de Solidariedade que se desenvolveu em dois eixos. O primeiro é o fornecimento de cestas de alimentos agroecológicas e kits de higiene para famílias em situação de vulnerabilidade agravada pela pandemia. O segundo eixo é o fortalecimento dos agricultores familiares e quebradeiras de coco do Bico do Papagaio, que também foram afetados.

A coordenadora da Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), Maria do Socorro Teixeira, ressalta a importância dessa ação para todos os beneficiados. “Foi muito bom para os agricultores, que venderam a sua produção, já que não puderam mais ir para a feira vender e principalmente para as famílias que receberam, já que com a pandemia, muita gente perdeu o emprego, e ficou sem ter como comprar alimentos. Nós entregamos alimentos agroecológicos, cultivados sem nenhum veneno, alimentos saudáveis e de qualidade”, ressalta.

Nesta etapa da Campanha, as cestas priorizaram a produção extrativista e tiveram apoio financeiro do Conselho Nacional das Populações Extrativistas – CNS/Memorial Chico Mendes e do DGM-Brasil/CAA-NM.

Etapas anteriores da Campanha de Solidariedade da Rede Bico Agroecológico

Até a ação iniciada nesta quarta (16), cerca de 2 mil famílias, contabilizando aproximadamente 6 mil pessoas já foram beneficiadas pela Campanha de Solidariedade. As ações contemplaram 48 comunidades de 13 municípios do Bico do Papagaio.

Montagem das cestas em Carrasco Bonito – TO.  Foto: Rede Bico/APA-TO

Para a Campanha de Solidariedade, foram produzidas mais de 20 toneladas de alimentos, com o envolvimento de 22 comunidades e entidades do Bico no fornecimento para a composição das cestas agroecológicas. Aproximadamente 100 agricultores familiares e quebradeiras de coco estiveram envolvidos na produção de alimentos.

Também foram distribuídos kits de higiene, contendo itens importantes para conter o avanço do coronavírus, como sabão líquido, máscara e álcool gel.

A união das entidades foi indispensável para atravessar no ano de 2020, quando todos os planos foram alterados em função da pandemia. “O que deu força pra nós esse ano foi a união. Quando uma entidade chora, a outra chora junto e acha um jeito de ajudar”; complementa Socorro Teixeira.

A maior parte do planejamento da Campanha foi feita de forma remota, com reuniões on-line, como explica Maria Senhora, diretora da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Familiares Agroextrativistas e Pescadores Artesanais de Esperantina (COOAF-BICO). “A gente fez várias reuniões online, combinando com as organizações, a APA-TO, as associações e as comunidades. Combinava e dividia as tarefas, cada organização assumia suas atividades e entregava no dia certinho. Foi um trabalho bem forte, feito com muito prazer e muita alegria. Foi muita gente que foi movimentado para fazer, todo mundo fez com amor, com coragem e satisfação”, comenta.

Confira aqui como foram as etapas anteriores da campanha

 


2/12/2020

Intercâmbio de sementes crioulas é fonte de esperança da conservação de variedades

Cosmo Nunes da Paixão é um agricultor que chegou ao Bico do Papagaio ainda criança. Vive na Comunidade Olho D’Água, na terra que foi de seus pais, e cultiva as mesmas sementes que o pai plantava há 50 anos. Ele conta que as variedades enviadas para os povos indígenas Krahô-Kanela e Xerente na segunda-feira (30), são cultivadas desde quando a família chegou à região. São plantadas, colhidas, reservadas e novamente semeadas, ano após ano. O intercâmbio de sementes crioulas entre agricultores e povos indígenas do Tocantins é promovido pela APA-TO e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Cosmo destaca que envia as sementes de um milho especial. Um milho forte e resistente, que pode ser consorciado com outras variedades, como a fava. “Nós plantamos toda variedade dentro. Por que nós gostamos dele? Porque ele é um milho que é forte, você pode plantar fava nele e ele não quebra. Ele não cai com a fava, a fava enrola nele, ele seca e a fava bota. Então, esse milho, nós costumamos plantar ele por que ele não anda apodrecendo, não anda dando lagarta, borboleta”, completa. Ele ainda conta que o inhame sucuri/sucuruiú que enviou pode chegar a pesar até 10kg.

As sementes crioulas são cultivadas por povos indígenas, populações tradicionais e agricultores familiares há décadas. Essas sementes são selecionadas anualmente e geralmente estão bem adaptadas ao ambiente, além de apresentarem uma vantagem ante às sementes híbridas ou transgênicas. As sementes transgênicas ou híbridas são elaboradas para se desenvolverem mediante a um pacote tecnológico de agrotóxicos e fertilizantes e que necessita ser comprado todo ano. Esse compartilhamento garante a manutenção dessas variedades e fortalece os  agricultores camponeses.

“A gente manda carinhosamente essas sementes. Quando a gente perde uma semente é uma coisa que a gente fica preocupado, com esses transgênicos que eles estão trazendo pra gente plantar, que todo ano a gente tem que comprar. Eu tô com a idade bem avançada, não sei se ano que vem eu ainda vou plantar o milho… Mas quando a gente repassa sementes pra outros irmãos, a gente tem a garantia que a semente não vai se acabar na nossa região”, finaliza.


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9/11/2020

Em comemoração ao dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, organizações realizam I Feira Agroecológica do Babaçu e Agricultura Familiar

No sábado, 07, aconteceu a I Feira Agroecológica do Babaçu e da Agricultura Familiar, em São Miguel do Tocantins. O evento foi realizado em alusão ao Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, incluído no calendário oficial do estado do Tocantins em agosto de 2019, em homenagem a história de luta de Raimunda dos Cocos. A data celebra a caminhada de luta dessas mulheres em busca da garantia de acesso ao coco babaçu, da defesa dos babaçuais, do direito à terra e vida digna para as mulheres e homens do campo. O evento foi organizado pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), em parceria com as organizações que compõem a Rede Bico Agroecológico.

Nas barracas expositoras, os visitantes puderam degustar e adquirir produtos de babaçu e da agricultura familiar, como azeite de coco, amêndoas, bolo e mingau de farinha de mesocarpo, côfos e biojoias. A coordenadora geral da Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), Maria do Socorro Teixeira Lima, destaca que, para alguns visitantes, aquele era o primeiro contato com produtos provenientes do babaçu. “A gente fez a feira, apresentou muitos produtos, tivemos degustação e venda. Mas, o mais importante pra nós, além da realização e a presença de quem veio, foi que pessoas que nunca tinham provado a comida, que não conheciam, disseram pra gente que não sabiam que era tão gostoso. Então pra nós foi uma coisa muito importante. Tivemos a participação da juventude, tivemos a participação de muitas pessoas. Foi muito bom”.

O jovem Márcio, que integra o Grupo Pindova, apresentou os artesanatos produzidos pelo grupo, que são colares, chaveiros, imãs de geladeira. Ele explica que as peças têm variações de cor e tamanho a partir do período de desenvolvimento do coco, que pode ser utilizado verde ou maduro. “Essa feira está nos possibilitando a oportunidade de expor nossos trabalhos. Para mostrar que o extrativismo do coco babaçu não é só para as mulheres quebradeiras de coco babaçu, mas também os jovens com a produção de biojoias”, complementa.

Valquíria, historiadora e advogada, foi até a feira para prestigiar o trabalho das quebradeiras de coco e ver a homenagem prestada à Dona Raimunda dos Cocos. A consumidora ainda destaca a importância do trabalho das quebradeiras de coco para toda a sociedade. “Primeiro pela preservação ambiental, as quebradeiras de coco babaçu são a voz da natureza hoje. Elas lutam pela preservação, elas lutam pelo babaçu livre, elas lutam pela vida, elas lutam pelo bem comum, elas lutam pelas comunidades. Essa é uma das maiores grandezas econômicas e sociais, essa preservação”, finaliza.

O Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu

A data oficial que homenageia as quebradeiras de coco no calendário tocantinense é um desejo antigo, como cita coordenadora da regional Tocantins do MIQCB, Emília. Com o falecimento de Dona Raimunda, a data ficou como um reconhecimento e homenagem.

“Para nós, é muito importante esse dia, porque é um dia que a gente comemora, que a gente faz os trabalhos juntos, o dia que a gente demonstra nossos trabalhos e produtos. Agora todos os anos nós vamos fazer, trazer nossos produtos para degustação, pras pessoas darem mais valor aos produtos que a gente tem, dar mais valor as nossas riquezas naturais da região”, afirma Emília.

Homenagem à Dona Raimunda dos Cocos

Raimunda Gomes da Silva foi uma mulher que lutou por toda a sua vida adulta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, além de ter participado da formação de movimentos e organizações, como o Sindicato Trabalhadores Rurais de São Sebastião de Tocantins e contribuiu na fundação da Federação dos Trabalhadores Rurais do Tocantins, em 1988. Também foi responsável pela criação da Comissão Estadual da Mulher, uma das primeiras a existir no estado do Tocantins. Participou ativamente da fundação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

Para ler nosso texto em homenagem à dona Raimunda, clique aqui.

 


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10/10/2020

Movimento agroecológico apresenta propostas para as eleições municipais

Documento-base contém 36 proposições que podem ser implantadas por prefeituras para fortalecer a agricultura familiar e a produção susten umtável de alimentos

Da ANA – Articulação Nacional de Agroecologia

 

Uma rede de entidades, coordenadas pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), lançou a campanha ‘Agroecologia nas Eleições’. Um esforço coletivo em todo o país para mapear políticas e programas municipais que apoiam a agroecologia e a agricultura familiar, promovem a segurança alimentar e nutricional e geram renda nos territórios.

 

“O objetivo da campanha ‘Agroecologia nas Eleições’ é promover o debate público durante o processo eleitoral e subsidiar a ação dos poderes executivo e legislativo dos municípios, além de evidenciar a importância da participação da sociedade civil na elaboração e execução de políticas públicas efetivas”, explica Denis Monteiro, agrônomo e secretário executivo da ANA.

 

Entre os resultados da campanha está um documento com 36 propostas, organizadas em 13 campos temáticos, para a criação de políticas públicas de apoio à agricultura familiar e à agroecologia, a ser entregue a candidaturas de cidades pelo Brasil. No formato de carta-compromisso, o documento é denominado ‘Agroecologia nas Eleições: Propostas de Políticas de Apoio à Agricultura Familiar e à Agroecologia e de Promoção da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional em Nosso Município’.

 

Elaborado a partir de um levantamento que identificou cerca de 700 exemplos de iniciativas de apoio ao setor, o documento-base foi preparado para ser adaptado à realidade de cada município, de modo a comprometer as candidaturas.

 

“A produção sustentável de alimentos acontece nos municípios, onde estão também os consumidores. Em muitos casos, a própria prefeitura é um dos compradores desses alimentos, a exemplo das compras feitas para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE”, explica Flavia Londres, engenheira agrônoma e membro da Secretaria Executiva da ANA.

 

“Por isso, este é o momento certo para conquistarmos o compromisso de candidatos e candidatas com a ampliação das políticas públicas municipais de fomento à agroecologia e à agricultura familiar”, completa.

 

As iniciativas identificadas evidenciam uma grande diversidade de possibilidades para a intervenção pública a partir do poder executivo municipal. Mostram também que muito pode ser feito pelas câmaras de vereadores/as. Boas ideias já colocadas em prática em todo o país não faltam.

 

O conteúdo pode ser baixado em formato editável para compromisso personalizado das candidaturas no seu município, abordando propostas nos seguintes eixos temáticos:

 

  • Comercialização, circuitos curtos e compras institucionais
  • Inclusão produtiva com segurança sanitária
  • Infraestruturas nas áreas rurais
  • Reforma agrária e direitos territoriais de povos indígenas e comunidades tradicionais
  • Sementes, biodiversidade, águas e meio ambiente
  • Cultura e comunicação
  • Resíduos sólidos e compostagem
  • Agricultura urbana
  • Práticas integrativas e complementares no SUS
  • Assistência técnica e extensão rural
  • Apoio à produção e organização e enfrentamento à violência contra as mulheres
  • Educação e juventudes
  • Controle e restrição de atividades que geram impactos negativos

 

Clique aqui para acessar a íntegra do documento ‘Agroecologia nas Eleições: Propostas de Políticas de Apoio à Agricultura Familiar e à Agroecologia e de Promoção da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional em Nosso Município’.

 

SAIBA MAIS »


16/07/2020

Jovens de comunidades rurais se articulam para permanência no campo e manter a produção agroecologia

Os jovens tem se organizado e buscam diariamente alternativas para manter a produção agroecológica

Pensar em juventudes do campo é desafiador nestes tempos que ameaçam às políticas públicas e as perdas de direitos básicos. Por não haver tanto apoio no meio rural para as famílias, os jovens procuram outras alternativas de trabalho na cidade, o que prejudica significativamente a produção agroecológica, tão necessária para o país.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) os dados apontam que em 2017 jovens brasileiros correspondia então à 23,4% do total da população. Informações do Censo Demográfico de 2010 apontaram a existência de 8 milhões de jovens rurais no Brasil. Sendo assim, considerando o total de 51 milhões de jovens brasileiros à época (23,4%), a juventude rural compreendia cerca de 15,7% da juventude brasileira.

Porém, ainda em dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017 aponta o envelhecimento da população rural brasileira, e o censo agropecuário anterior (2006), indicaram que 17,52% dos agricultores tinham mais de 65 anos. Esta proporção aumentou para 21,4% em 2017.

A produção agroecológica na comunidade permanece ativa nestes tempos de pandemia.

Em 2019, a APA-TO realizou uma pesquisa para compreender os sonhos das juventudes rurais e construir junto com a juventude caminhos para a sua permanência no campo, por meio de questionário e rodas de conversas.    Participaram da pesquisa 245 jovens quilombolas, quebradeiras de coco, acampados e assentados de 44 comunidades rurais

Segundo a pesquisa, as condições de trabalho para as juventudes rurais no Bico de Papagaio, assim como no cenário brasileiro, não são fáceis. “Há informalidade, desemprego, trabalho precário. Ainda existe uma desvalorização do papel dos jovens e das jovens, e sua atuação não é considerada trabalho, apenas ajuda”.

Mesmo diante de todas as dificuldades, as juventudes das comunidades rurais do Bico do Papagaio resistem por meio da produção agroecologia, algo pontuado no levantamento da APA-TO. “Produzir no campo, cuidar da natureza e promover saúde e bem-estar para toda a comunidade. Informam ainda, que 51,9% dos jovens produz sem agrotóxicos e 74,2% considera a produção agroecológica melhor”.

O azeite de coco babaçu e as hortaliças são um dos principais produtos de comercialização das famílias

Resistência

O Território do Bico do Papagaio – TO é um exemplo de como as juventudes rurais tem sido prejudicada com a perda de direitos, mas que resistem, buscando alternativas para se manter no campo. A jovem agricultora e quebradeira de coco da comunidade de Olho D’Água, município de São Miguel, Maria Divina Paixão, de 28 anos, casada e mãe de dois filhos, afirma que organização da produção agroecológica, neste período de pandemia, tem sido feita com o envolvimento de todas as famílias da comunidade.

“Neste período de pandemia o azeite de coco babaçu tem sido o nosso principal produto agroecológico. É a maior procura do momento. A APATO tem nos ajudado muito com a venda do azeite de coco babaçu. Da última vez, vendemos 316 litros de azeite de coco babaçu para colocar na cesta agroecológica distribuídas às famílias que mais precisam na pandemia”, relata.

O jovem agricultor Leonardo Santos, 22, casado e pai de um filho, também da comunidade Olho D´Água, explica que apesar das inúmeras dificuldades, ele participa de duas iniciativas que mobbilizam jovens das comunidades rurais. “Temos dificuldade de permanecer no campo junto com nossas famílias. Mas nós resistimos. Tenho participado do curso ‘Jovens semeando agroecologia’, iniciado em agosto de 2019 e criamos o Coletivo da Juventude dos Calistos. Com essas duas ações temos motivado a juventude em contribuir com a produção agroecológica”.

Os jovens contribuem diretamente com a produção agroecológica

Maria e Leonardo ressaltam que as ações de intervenção têm mobilizado a juventude da comunidade, desde a produção até a comercialização, que agora já podem vender em feiras do município de São Miguel. Porém neste período de pandemia, as feiras foram suspensas, mas mesmo assim as famílias ainda conseguem vender na banquinha da comunidade instalada na cidade ou entregar alguns produtos para as pessoas que solicitarem.

A produção principal das famílias da comunidade de Olho D´Água são os cultivos de horta, milho, mandioca, banana, caju, cupuaçu e azeite de coco babaçu. Leonardo relatou que antes da pandemia, a população de São Miguel comprava diretamente os produtos agroecológicos de Olho D’Água “por não ter uso de veneno [agrotóxicos]”.

Os jovens relatam seus sonhos em meio aos inúmeros desafios que devem ser enfrentados dia a dia: “Ter uma escola pública para as crianças e adolescentes, que haja mais valorização do trabalho desenvolvidos pelos camponeses e que as autoridades criem outras formas de comercializar a produção agroecológica”.

Uma das solicitações das mães jovens das comunidades rurais é que tenha no território uma escola pública para seus filhos


14/06/2020

Em meio à pandemia, produção agroecológica vira cestas básicas para alimentar famílias do Tocantins

Famílias do Projeto de Assentamento (PA) Santa Helena receberam as cestas básicas com produtos agroecológicos

A agroecologia é vida e geram produções de alimentos que visam o bem-estar e a conservação da biodiversidade. É a promoção sustentável da agricultura, sem o uso de contaminantes e que contribuem diretamente para o acesso à alimentos saudáveis para a sociedade.   Essa é a luta diária de centenas de agricultores familiares de comunidades rurais, quilombolas e quebradeiras de coco da região do Bico do Papagaio.

Atualmente no país o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) liberou, somente de janeiro 2019 a maio de 2020, 551 agrotóxicos (uma média de liberação de dois por dia). No entanto, em meio à pandemia, ato de resistência ocorrem diariamente a partir da distribuição de cestas básicas com produtos agroecológicos, produzidos por agricultores familiares.

Nesta última etapa 200 famílias foram beneficiadas, dos municípios de Axixá, São Bento, São Sebastião, Araguatins e Esperantina

A exemplo, pode ser citado a última ação da Alternativas para Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) que ao lado de assentados, quebradeiras de coco, quilombolas e agricultores organizados na Cooperamazonia e na  COOAF-Bico , resolveram distribuir cestas básicas a centenas de outras famílias que estavam sem alimentação nesse período de pandemia.

A presidenta da Cooperativa de Produção e Comercialização (COOAF-Bico), de Esperantina, Maria Senhora Carvalho da Silva, relata que a ação foi oportuna e que as organizações APA-TO e a Rede Agroecológica contribuíram de forma significativa com as famílias da região do Bico do Papagaio. “É uma ação muito e que realmente chegou na hora certa que nós precisávamos. Chegou na hora que todos aqui precisavam vender suas produções, e ajudou muito aqueles que estão recebendo e aqueles que venderam os produtos da agricultura familiar”.

Famílias da Comunidade Santa Luzia também foram beneficiadas

Maria ressalta ainda que a ação foi muito válida e todos ficaram muito gratos tanto das ações da organização da Rede Bico, quanto das ações dos agricultores ajudar uns aos outros. “Foi uma boa hora que serviu para as organizações e comunidades. Foi importante para refletir que só vai ter uma comercialização justa, se tiver organização da produção: desde a organização até a comercialização. Foi muito bom esse acontecimento”, explica.

Nessa terceira e última etapa de entregas, 200 famílias beneficiadas, dos municípios de Axixá, São Bento, São Sebastião, Araguatins e Esperantina. O Morador do Projeto de Assentamento Santa Cruz 2 (município de Araguatins), o jovem Matheus Santos Filho, técnico em agroecologia, expressou seus agradecimentos relembrando todas as suas vivências no assentamento.

A ação beneficiou agricultores familiares e comunidades em situação de vulnerabilidade social

“Sou filho de agricultor, me considero um jovem agricultor no campo que mora no campo, e permaneço trabalhando. A partir da ação da Fundação do Banco do Brasil, juntamente com a APA-TO e a Rede Bico eu fui um jovem que foi beneficiado, tendo a oportunidade de vender os produtos produzidos da propriedade dos meus avós, produtos completamente agroecológicos”.

Segundo ele, uma ação dessas motivam mais os jovens a permanecer no campo, trabalhando de forma sustentável e dando continuidade a sucessão rural. “É muito importante uma ação como esta porque incentiva o jovem cada vez permanecer e lutar por direitos iguais e além disso contribuir com diversas pessoas que estão necessitando de alimentos, pois muitas famílias tiveram dificuldades diante da pandemia. Além disso, são produtos agroecológicos, significa que está garantindo um alimento de qualidade na mesa de diversas pessoas que estão sem alimento e que agora estão sendo beneficiados com esses alimentos sem uso de agrotóxicos”.

Ressaltou ainda que a maioria desses alimentos que são consumidos são produzidos pela agricultura familiar, porém as pessoas não veem e não é muito divulgado. “Várias pessoas acham que tudo vem do agronegócio. É muito importante mostrar o quanto a nossa região tem um grande potencial. Tem agricultores que produzem de forma sustentável, e sua produção podem chegar à mesa de milhares de brasileiros”, conclui Matheus.

A APA-TO contou com o apoio da Fundação Banco do Brasil e organizações da Rede Bico Agroecológica e MST

Fotos: APA-TO e MST

Saiba mais como foi as etapas anteriores e como realizar suas doações à Fundação Banco do Brasil (FBB).

Conheça a Rede Bico Agroecológica e demais parceiros da APA-TO. 


7/06/2020

Cestas básicas agroecológicas geram renda a agricultores e quebradeiras de coco do Bico do Papagaio

Devido à pandemia, os agricultores estavam sem poder vender a produção agroecológica.

“A importância do projeto, nesse tempo de pandemia, é que veio para beneficiar as quebradeiras de coco, porque como nós tiramos azeite e estávamos com dificuldade de vender nosso produto, agora tivemos a oportunidade de vender. Vendemos o azeite de babaçu para colocar nessas cestas, e vão ajudar muitas famílias que precisam. São produtos de qualidade porque nós trabalhamos de forma agroecológica e sem uso de veneno. Tentamos fazer sempre o melhor para todas as famílias dos assentamentos. Nós temos o maior prazer de estar trabalhando e poder contribuir com as famílias que estão recebendo as cestas”.

O depoimento motivacional de dona Tonilda Araújo da Cunha, moradora do Projeto de Assentamento Santa Cruz, setor Campestre, participante da agricultora familiar, assentada e quebradeira de coco, representa a alegria de centenas de famílias de comunidade rurais, urbanas e quilombolas que vivem na região do Bico do Papagaio. Essas famílias foram beneficiadas com cestas montadas com produtos agroecológicos, entrega ocorreu na sexta (5) e sábado (6).

A ação iniciou no dia 29 de maio e desde então tem sido distribuída a partir da organização da APA-TO. Nessa segunda etapa de entregas, mais 200 famílias foram beneficiadas com os produtos. Os produtos da cesta foram comprados dos próprios agricultores, com o objetivo de proporcionar renda às famílias. Ação foi pensada, a partir do início do isolamento social devido à pandemia.

A entrega de cestas básicas beneficia centenas de agricultores de Araguatins, São Bento e São Sebastião.

Os agricultores foram diretamente impactados com a redução das possibilidades de comercializar a sua produção, pois houve o fechamento das feiras como medida para evitar aglomerações, suspensão das aulas presenciais e que por isso não há compra de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, além da restrição de deslocamento em função da medida do distanciamento social para comercializarem a sua produção na cidade. Iniciativas como esta, contribuem para manter a dinâmica da economia local e evita que agricultores fiquem em situação de vulnerabilidade social.

Com a compra dos produtos agroecológicos, 1200 cestas foram organizadas para serem entregue a 600 famílias, um total de 21 toneladas de alimentos. Dessa vez, as cidades beneficiadas foram Araguatins, São Bento e São Sebastião.  Somam um total de 34 comunidades alcançadas pela atividade.

A ação foi organizada pela ONG APA-TO (Alternativas Para a Pequena Agricultura no Tocantins) em parceria com a Cooperamazônia, Cooaf Bico e Rede Bico Agroecológico, com apoio da B Seguros, Banco BV, COOPERFORTE e Fundação Banco do Brasil. O valor investido para esta atividade, que objetiva o combate à pandemia, é de 146 mil.

Esta foi a segunda etapa de entregas das cestas básicas com produtos agroecológicos.

“Aqui no assentamento trabalho com a produção de azeite, mel e na roça como agricultora. Eu não vou receber a cesta, mas fico feliz que muitas famílias vão poder recebê-la. Essa foi minha contribuição: de vender o azeite e receber também uma verba com a venda desse produto. Para mim é muito importante, eu agradeço muito a APA-TO e a nossa cooperativa, estou muito feliz com a realização desse trabalho. Muito obrigada!”, enfatizou donaTonilda.

Os produtos que compõem as cestas são resultados dos trabalhos desenvolvidos pela agricultura familiar, com exceção dos produtos de higiene essenciais neste período de pandemia. Compõe a cesta os seguintes alimentos: arroz, feijão, azeite de babaçu, farinha branca e d´água (puba), tapioca, macaxeira, inhame, polpas de frutas nativas, amendoim, abóbora, laranja, banana e massa de puba. As famílias recebem ainda um kit de higiene pessoal e material de limpeza, produtos essenciais neste período de pandemia do novo Coronavírus: álcool gel, sabonete, sabão de coco e água sanitária.

“Esse momento é histórico aqui na nossa comunidade. Pela primeira vez estou vendo ser distribuído cestas com vários produtos do agricultor familiar. O produtor está de parabéns, porque encontrou um momento que teve seus produtos valorizados, e isto está sendo apresentado aqui pela APA-TO e outras instituições que formam a Rede Bico. Que bom seria se a gente pudesse estar vendendo sempre os nossos produtos e sendo reconhecidos pelos próprios agricultores”, destacou o Sr. João Batista do Projeto de Assentamento Santa Cruz Setor Quatro Bocas.

As cestas básicas contam com o apoio financeiro da Fundação Banco do Brasil.

O coordenador da Cooaf-Bico, ressaltou ainda que no assentamento muitas pessoas não sabiam que os produtores (agricultores familiar) conseguiriam entregar produtos de qualidade, bem embalados e com boa aceitação. Segundo ele, tudo está sendo e foi bem organizado.

“Não é fácil a gente produzir aqui porque falta recurso, mas com a força de vontade que a gente tem, a gente consegue. Percebo que as pessoas que estão recebendo essas cestas, estão agradecendo e gostando dos produtos. E os produtores estão de parabéns porque puderam vender um pouco da sua produção. As pessoas que receberam estão ficando felizes porque as cestas são boas”, explicou.

Famílias do Projeto de Assentamento Santa Cruz, setor Esquinão, também foram beneficiadas.

 

 

 


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