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28/10/2019

Carta do 5º Encontro Tocantinense de Agroecologia

Entre os dias 24 e 27 de outubro de 2019, em São Miguel do Tocantins (TO), região do Bico do Papagaio, foi realizado o V Encontro Tocantinense de Agroecologia. Apresentando o tema ‘’Territórios Agroecológicos: Tecendo resistências e esperança para o campo e a cidade na construção da democracia popular e do Bem Viver’’, o evento reuniu mais de 600 pessoas na Comunidade Sete Barracas, território que reúne histórias de lutas e resistências das quebradeiras de coco babaçu.

O Encontro foi organizado por entidades e movimento que fazem parte da Articulação Tocantinense de Agroecologia. Confira, abaixo, a Carta do Encontro para a sociedade:


Carta do 5º Encontro Tocantinense de Agroecologia

Inspiradas e inspirados pela mística das histórias de lutas e resistências das quebradeiras de coco babaçu, nós, povos originários Apinajé, Krahô, Kanela do Tocantins, Tapuia, Xerente, Krahô Takaywrá, agricultores(as) familiares, camponeses(as), quilombolas, pescadores(as) artesanais, ribeirinhos(as), quebradeiras de coco, estudantes, juventudes rurais, pesquisadores, professores, assessores(as), entidades de apoio e movimentos sindical e social, pastorais sociais de todas as regiões do Tocantins e dos estados do Piauí, Maranhão, Pará e Goiás, convidados nacionais e internacionais,  reunidos com mais de 600 pessoas no V Encontro Tocantinense de Agroecologia, que teve como tema inspirador ‘’Territórios Agroecológicos: Tecendo resistências e esperança para o campo e a cidade na construção da democracia popular e do Bem Viver’’, na Comunidade Sete Barracas, município de São Miguel do Tocantins (TO),  realizado entre 24 e 27 de outubro de 2019, denunciamos:

  • Os retrocessos na constituição brasileira, provocados pelo atual governo Bolsonaro, no conjunto de leis e políticas públicas e na participação democrática na gestão do país, sobretudo no âmbito socioambiental e para as populações das regiões rurais do país;
  • A paralisação da demarcação dos territórios dos povos indígenas, a regularização fundiária dos territórios quilombolas, das terras das comunidades tradicionais e dos trabalhadores e trabalhadoras sem terra;
  • A negligência criminosa e a conivência governamental diante do desmatamento, do avanço da grilagem e da implementação de projetos do agronegócio nas terras e territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais, que, impulsionados pela implementação do Plano de Desenvolvimento Agrícola PDA-MATOPIBA, chancelado pelo governo federal, expulsam as populações, secam os rios e matam a socio biodiversidade;
  • O envenenamento das terras, das águas e da população por meio do uso abusivo de agrotóxicos, comprometendo o abastecimento de água, a soberania e segurança hídrica e alimentar, e a qualidade de vida das populações urbanas e rurais;
  • O impacto ambiental causado pelas atividades da empresa Suzano Papel e Celulose na cidade de Imperatriz (MA), contaminando as águas do Rio Tocantins, seus afluentes, e prejudicando diretamente a qualidade de vida dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais da região tocantina do Maranhão;
  • A perseguição e criminalização das lideranças do campo e da cidade que lutam pela garantia dos seus direitos e territórios regularizados e por uma vida com dignidade ancorada no Bem Viver.

E afirmamos:

  • A Agroecologia a partir da garantia do acesso à terra através da reforma agrária e da regularização e demarcação dos territórios dos povos indígenas e comunidades tradicionais, para que seja possível a produção de alimentos saudáveis, que garantam a segurança alimentar e nutricional e que respeitem as diversas culturas e o conhecimento popular construído através de uma relação equilibrada entre os seres humanos e a natureza, assim como a conservação da biodiversidade e a defesa dos nossos biomas, da nossa Casa Comum;
  • A importância dos saberes e práticas tradicionais, das escolas do campo, das sementes crioulas e tradicionais, produtos de origem do coco babaçu, da rica socio biodiversidade tocantinense, da articulação entre os diversos povos, comunidades e organizações sociais do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará;
  • A urgente necessidade de construirmos coletivamente uma sociedade do Bem Viver, que respeite e acolha as diferenças e combata veementemente a LGBTQ+fobia, o genocídio das juventudes do campo e da cidade, o racismo estrutural, o machismo que mata as nossas mulheres, pois:

 

Sem Feminismo não há Agroecologia!

Sem Juventudes não há Agroecologia!

Sem o Movimento Negro e Quilombola não há Agroecologia!

Sem Povos Indígenas não há Agroecologia!

Sem Educação no Campo não há Agroecologia!

Sem Reforma Agrária não há Agroecologia!

Sem Saúde não há Agroecologia!

Sem o Cerrado, a Amazônia e o Babaçu livre não há Agroecologia!

 

Articulação Tocantinense de Agroecologia

27 de outubro de 2019 – Comunidade Sete Barracas, São Miguel do Tocantins (TO)


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26/10/2019

Povos Originários e Comunidades Tradicionais protestam contra devastação socioambiental no Tocantins e Maranhão

Nesta sexta-feira (25), povos originários, comunidades tradicionais, organizações e movimentos sociais da Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA) protestaram contra a devastação ambiental nos estados do Tocantins e Maranhão. As manifestações aconteceram na cidade de Imperatriz (MA), município que faz divisa com a região do Bico do Papagaio, território que abarca a transição dos biomas Cerrado e Amazônia.

As ações buscam sensibilizar e conscientizar a população para a grave situação ambiental dos estados que já compromete o abastecimento de água, a saúde e a qualidade de vida das populações urbanas e rurais. O protesto passou por três localidades diferentes, primeiro em frente à Fábrica da Empresa Suzano Papel e Celulose, em seguida na Praça de Fátima, e, por fim, na Ponte Dom Afonso Felipe Gregori.

No primeiro ato, em frente à fábrica, cerca de 300 participantes realizaram um grande círculo de braços dados. Ao centro da roda dezenas de cruzes foram fincadas no chão, simbolizando a morte dos rios, das matas e dos povos da região tocantina, impactada pelas ações da Empresa.

De acordo com Rosalva Gomes, assessora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), a degradação do Rio Tocantins e seus afluentes é um impacto direto das ações da Suzano em Imperatriz. ‘’Na comunidade onde eu fui criada temos dois brejos que estão praticamente secos. É perceptível a diminuição do volume do Rio Tocantins, que seca a cada ano. Isso acontece devido ao desmatamento e pela água que é utilizada na fábrica’’, ressalta.

Interação entre o campo e a cidade

Os participantes se deslocaram para a Praça de Fátima, no centro da cidade, onde foi tratada a conjuntura de devastação e também houve a apresentação da agroecologia como alternativa de mudança desse contexto. Foram realizadas manifestações artísticas dos povos indígenas, quebradeiras de coco babaçu, quilombolas e juventudes rurais.

Para a jovem agricultora e estudante da Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio, Antônia Ruth, é preciso mostrar para a cidade o que o campo está fazendo. ‘’Uma manifestação como esta que fazemos aqui hoje é importante porque podemos mostrar que estamos produzindo de maneira agroecológica e diversificada, sem precisar envenenar nossas plantações e rios, desmatar ou poluir’’, enfatiza.

Na sequência, os participantes se destinaram para a última parada do itinerário de manifestações, a Ponte Dom Afonso Felipe Gregori, que além de conectar os dois estados, passa por cima do Rio Tocantins. De maneira pacífica os manifestantes entoaram cantos e clamaram por suas demandas. Para finalizar o dia de protestos foram penduradas faixas de aproximadamente 20 metros com os dizeres: ‘’Agrotóxico mata’’, ‘’Suzano mata as águas’’ e ‘’Agroecologia é vida’’.

Devastação socioambiental

O desmatamento das florestas, a poluição dos rios e a contaminação de alimentos devido ao uso de agrotóxicos não são novidades nos estados do Tocantins e Maranhão. Acompanhando estes crimes ambientais estão também as violações de direitos territoriais dos povos indígenas e comunidades tradicionais, que sofrem diariamente com as consequências da expansão desmedida do Agronegócio.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, em 2018, aconteceram 43 conflitos no campo no Tocantins, envolvendo 7.890 pessoas. Já no Maranhão este número é ainda mais alarmante, pois foram contabilizados 201 ocorrências e mais de 80 mil pessoas envolvidas. Os conflitos apurados pela Pastoral estão relacionados à disputa por terra, água e trabalhistas.

De acordo com o Dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e do Ministério da Saúde, cada brasileiro consome mais de 7 litros de agrotóxico por ano. Ainda com base no estudo, pesquisas apontam que o consumo de agrotóxicos pode causar uma série de doenças, como a infertilidade, problemas motores e neurológicos.

 

Alternativa agroecológica

A Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA) acredita que a Agroecologia deve ser compreendida como uma ciência, uma prática e um movimento, apresentando um caminho possível para o desenvolvimento sustentável de nossa sociedade.

As práticas agroecológicas contribuem para a preservação dos recursos naturais e para a manutenção dos modos de vida dos povos e comunidades tradicionais, para a promoção da soberania alimentar com a produção de alimentos saudáveis, sem o uso de agrotóxicos, que proporcionem condições de vida digna para as populações do campo e da cidade.


Texto: Bruno Santiago/Campanha Nacional em Defesa do Cerrado

Fotos: Bruno Santiago e Carlos Vinicius Santos/APA-TO

Informações: Articulação Tocantinense de Agroecologia

 


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7/05/2019

16ª edição da Romaria Padre Josimo entoa grito por justiça libertadora no campo e na cidade

Evento reunirá cerca de 600 romeiras e romeiros de 10 a 12 de maio, em Buriti e São Sebastião, no Bico do Papagaio.

A tradicional Romaria da Terra e das Águas Padre Josimo chega à sua 16ª edição neste ano de 2019. Sob o lema “Como Josimo, gritamos por justiça que liberta!”, ecoando o apelo da Campanha da Fraternidade, romeiros e romeiras celebrarão a memória insurgente dos mártires da caminhada camponesa, nos dias 10, 11 e 12 de maio, em Buriti e São Sebastião (TO), no Bico do Papagaio.

A estimativa é de que cerca de 600 pessoas – vindas de comunidades rurais, quilombolas e urbanas e povos indígenas – participem do evento. As atividades organizadas para o decorrer da Romaria incluem a realização de oficinas sobre temas como juventude e agroecologia, violência contra as mulheres, políticas públicas entre outras.

Na sexta-feira (10), a partir das 19h, na paróquia de Buriti, será celebrada a missa em memória a Josimo. Na noite do sábado (11), a caminhada noturna de Buriti a São Sebastião será marcada por muita reflexão, animação e fé por conta dos romeiros e romeiras participantes.

Padre Josimo, morto a tiros em 1986 a mando de um fazendeiro, caminhou junto com seu povo, seguindo o lema do mártir Jesus: “Eu vim para servir”. Como é costume na Romaria, será feita memória da caminhada, discussão sobre os sinais dos tempos que provocam as comunidades à conversão, e reafirmação do compromisso destas pelo Reino da vida plena.

A 16ª Romaria da Terra e das Águas Padre Josimo é organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), APA-TO, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Bico do papagaio, MIQCB, FETAET, Pastoral da Juventude, paróquias de Buriti e São Sebastião e Diocese de Tocantinópolis. Crianças, jovens, mulheres e homens são convidados a participar da Romaria e celebrar a memória de Josimo e fortalecer a caminhada dos que continuam lutando pela garantia dos direitos dos povos da terra e da água.

Confira abaixo a programação completa:

– 10 de maio, às 19h: missa em memória a Padre Josimo, em Buriti do Tocantins.

– 11 de maio, a partir das 14h: oficinas sobre Vida e Missão de Josimo; Fraternidade e Políticas Públicas; Mulheres pela vida, longe da violência; Juventude e agroecologia; Igreja em saída.

– 11 de maio, a partir das 19h30: caminhada em romaria de Buriti a São Sebastião.

– 12 de maio, às 7h30: missa de encerramento, em São Sebastião.


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25/03/2019

Projeto ‘’Jovens em Comunicação’’ realiza atividades formativas para mais de 30 jovens no Bico do Papagaio, Tocantins

Em sua terceira edição, ação beneficia filhos e filhas de agricultores de comunidades rurais de dez munícipios da região

Primeiro Módulo formativo da terceira turma do grupo Jovens em Comunicação. Assentamento Ouro Verde. Araguatins, TO.

Quando pensamos em jovens que vivem nas áreas rurais do Brasil, imaginamos que tipos de ferramentas em suas mãos? Enxadas, rastelos, pás, ou smartphones e câmeras fotográficas? Como a identidade cultural desse público juvenil pode ser compreendida, respeitada e preservada? Quais são as demandas das juventudes rurais brasileiras hoje em nossa sociedade?

Essas questões podem ser refletidas a partir da experiência do Projeto Social ‘’Jovens em Comunicação’’, concebido pela Organização Não Governamental APA-TO – Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins e executado em parceria com as entidades e sindicatos da Rede Bico Agroecológico. Atualmente em sua terceira turma, a iniciativa conta com a participação de mais de 50 integrantes, entre cursistas iniciantes e jovens que já realizaram o itinerário formativo básico do projeto.

Fazendo uso de uma metodologia educomunicativa, a ação beneficia jovens, homens e mulheres, de faixa-etária entre 15 e 32 anos, que residem em comunidades rurais e tradicionais do Bico do Papagaio, região do extremo norte do estado do Tocantins. Realizado desde 2015, o projeto tem como objetivo contribuir para a formação humana e cidadã dos seus participantes por meio de práticas da comunicação comunitária e da agroecologia, visando preservar as identidades culturais de seus públicos e melhorar as comunicação em suas comunidades de origem.

Segundo Módulo formativo da terceira turma do grupo Jovens em Comunicação. Assentamento Sete Barracas. São Miguel, TO.

Terceira turma

 As atividades da terceira turma do ‘’Jovens em Comunicação’’ tiveram início em 2018, com a realização do primeiro módulo formativo para os novos participantes, ocorrido entre os dias 7 e 9 de dezembro. Já o segundo e o terceiro encontro da turma de jovens comunicadores aconteceram em janeiro, entre os dias 23 e 25, e março de 2019, entre os dias 22 e 24.

Os dois primeiros encontros foram realizados em comunidades rurais do Bico do Papagaio, no Assentamento Ouro Verde, situado no município de Araguatins (TO), e no Assentamento Sete Barracas, localizado em São Miguel (TO). Já o terceiro módulo ocorreu na Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio Padre Josimo (EFABIP), em Esperantina (TO).

A terceira edição do itinerário formativo da ação tem previsão de encerramento para o mês de junho de 2019, após serem completados seis encontros presenciais e uma série de atividades comunicativas serem desenvolvidas pelos jovens nas comunidades onde vivem, como a realização de vídeos, reportagens escritas, programas de rádio e outras intervenções.

Terceiro módulo formativo da terceira turma do grupo Jovens em Comunicação. EFABIP. Esperantina, TO.

O ”Jovens em Comunicação” é uma iniciativa  da APA-TO que conta com o apoio da Misereor e da Fundação Interamericana (IAF), parceiras do Projeto desde sua concepção. Vale destacar que a ação também conta com a parceria dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) do Bico do Papagaio, das Associações das Comunidades São Félix, Ouro Verde, Olho D’Água e Sete Barracas, do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, da EFABIP, da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Agroextrativistas e Pescadores Artesanais de Esperantina (COOAF Bico) e da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO).


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25/02/2019

APA-TO realiza reunião de avaliação e planejamento estratégico anual

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro, a equipe técnica da APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins) esteve reunida em Palmas (TO) para realizar a reunião anual de avaliação e planejamento estratégico da organização.

Em articulação com o movimento sindical e demais movimentos sociais do campo, a APA-TO atua desde 1992 no estado do Tocantins para contribuir para a construção da Agroecologia na Agricultura Familiar, vivenciando novas relações sociais de gênero e geração, que favoreçam a qualidade de vida das populações rurais, visando a reforma agrária, a afirmação dos territórios tradicionais e uma sociedade justa e solidária.


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4/12/2018

Jovens comunicadores do Bico do Papagaio se reúnem para avaliar ações

Nos dias 23 e 24 de novembro, integrantes do grupo ‘’Jovens em ComunicAção’’ estiveram reunidos em Augustinópolis (TO) para participar de um encontro sobre resgate da memória de suas ações e avaliação coletiva do caminho percorrido. As atividades aconteceram na sede da APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins), responsável pela gestão e execução do projeto formativo junto aos jovens.

Rememorar e avaliar o caminho percorrido para sonhar, conjuntamente, os próximos passos dos jovens comunicadores do Bico do Papagaio. Esse foi o fio condutor nos dias de encontro em Augustinópolis, que reuniu jovens que são filhos e filhas de agricultores familiares de comunidades rurais do Bico do Papagaio, região situada ao norte do Tocantins. No grupo, estiveram representados participantes da 1ª e 2ª turma do projeto formativo ‘’Jovens em ComunicAção’’.

Comunicar para transformar realidades e pessoas

Com inspiração na educação popular e nas práticas formativas de comunicação comunitária, o Projeto Jovens em Comunicação possui o objetivo de contribuir com a formação humana de jovens de comunidades rurais e tradicionais, tratando de temas e conteúdos relacionados às identidades culturais e juvenis dos participantes.

A APA-TO iniciará as atividades de sua terceira turma do ”Jovens em Comunicação” no próximo final de semana, de 7 a 9 de dezembro, realizando seu primeiro módulo no Assentamento Ouro Verde, situado no município de Araguatins (TO). O encontro abordará a temática ‘’Projeto de Vida’’ e são esperados aproximadamente 40 jovens.


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19/11/2018

APA-TO realiza formação sobre direitos e participação social com jovens do município de Praia Norte (TO)

Na última quinta-feira, 15 de novembro, a APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins), em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), realizou a Oficina ”Juventudes, Direitos e Participação Social” com jovens de comunidades rurais do município de Praia Norte, na região do Bico do Papagaio (TO). A formação aconteceu no próprio STTR da cidade, que ofereceu apoio durante todo o encontro.

O encontro abordou temas relacionados aos direitos de nossa sociedade, previstos na legislação brasileira e também em instâncias internacionais, como a declaração universal dos direitos humanos das Nações Unidas (ONU). A atuação dos movimentos e entidades da região do Bico do Papagaio e as diferentes formas de se participar da vida pública de nossa sociedade também foram temas centrais da oficina, que proporcionou aos jovens participantes momentos de debate e construção coletiva de alternativas para os desafios das juventudes das comunidades de Praia Norte.

‘’A oficina foi bastante esclarecedora, pois nos apresentou informações sobre direitos e políticas públicas que nem sabíamos que possuíamos’’, partilhou a jovem Patricia Eliti, que participou do Encontro de formação. ‘’Ouvir os depoimentos de mulheres de outras gerações, que estão engajadas na luta pela construção de uma sociedade mais justa, foi bastante inspirador e me marcou bastante’’, destacou Patricia.

Maria do Socorro, quebradeira de coco babaçu integrante do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e coordenadora fiscal do STTR da cidade de Praia Norte, ressaltou a importância de aproximar as juventudes das ações dos movimentos sociais e entidades da região. ‘’Nossa geração não será eterna, por isso, é preciso sensibilizar e dar suporte de formação para que nossas juventudes compreendam os desafios que nossa sociedade apresenta’’, partilhou Dona Socorro.

Após o encerramento do encontro formativo, os jovens reunidos decidiram dar continuidade ao processo de integração e articulação das juventudes das comunidades de Praia Norte. Com o apoio da APA-TO, STTR, MIQCB e outras entidades, as ações das juventudes rurais do município terão continuidade em 2019.


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8/11/2018

Nota de pesar da APA-TO: Dona Raimunda, quebradeira de coco babaçu, virou semente

É com grande pesar que a APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins) comunica o falecimento de Dona Raimunda, quebradeira de coco babaçu da região do Bico do Papagaio, norte do Tocantins. Raimunda Gomes da Silva faleceu no dia 7 de novembro, aos 78 anos, em sua casa, no Assentamento Sete Barracas, município de São Miguel do Tocantins, em decorrência da luta que travava contra a diabetes há anos.

A APA-TO manifesta sua profunda solidariedade aos familiares, amigas e amigos, e ao Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu (MIQCB).

Membra fundadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu do estado do Tocantins (MIQCB), dona Raimunda é reconhecida como uma liderança comunitária de destaque e uma referência na trajetória de luta das mulheres quebradeiras de coco babaçu do Tocantins e do Brasil.

Dona Raimunda, assim como Dona Dijé, Padre Josimo e Chico Mendes, se transforma agora em mais uma semente que florescerá e viverá em nossas lutas. Inspiradas e inspirados pelo seu legado, seguiremos trabalhando pela defesa dos babaçuais livres, da vida das quebradeiras de coco babaçu, dos direitos das comunidades e povos tradicionais de nosso país.

Confira, abaixo, a nota oficial do MIQCB sobre o falecimento de Dona Raimunda:

Nota de Pesar: MIQCB perde uma de suas fundadoras

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco do Brasil (MIQCB) se solidariza com a família de Raimunda Gomes da Silva, a Dona Raimunda, uma de suas fundadoras, que faleceu na noite desta quarta-feira (07), em sua residência, no assentamento Sete Barracas, em São Miguel do Tocantins, no extremo norte do estado do Tocantins. Aos 78 anos, Dona Raimunda lutava contra uma diabetes e já estava com dificuldade para enxergar.

Quebradeira de coco babaçu, líder comunitária e ativista política de destaque nacional, Dona Raimunda foi um exemplo de mulher de coragem e determinação que sempre lutou pelos direitos das trabalhadoras rurais e das agroextrativistas.

Além de ajudar a fundar o MIQCB (1991), movimento com atuação no Pará, Maranhão, Piauí e Tocantins, a ativista também foi responsável pela Secretaria da Mulher Trabalhadora Rural Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e umas das fundadoras da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (Asmubip).

Premiada e reconhecida nacionalmente por seu trabalho, ela chegou a recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Tocantins e o Diploma Mulher-Cidadã Guilhermina Ribeira da Silva (Assembleia Legislativa do Tocantins) e o Diploma Bertha Lutz (Senado Federal).

Para o MIQCB, Dona Raimunda estará sempre presente, inspirando outras mulheres a continuar na luta pelo respeito aos seus direitos.

 


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23/10/2018

Encontro das Mulheres Negras do Tocantins acontece em Palmas (TO)

Aconteceu no último sábado (20), na Casa dos Conselhos, em Palmas (TO), o Encontro das Mulheres Negras do Tocantins. Com o lema ‘’Contra o racismo, a violência e pelo bem-viver: Mulheres negras movem o Brasil’’, o evento reuniu mais de 50 mulheres de diversas localidades, organizações e movimentos do estado tocantinense.

Cleudiane Prachata, presidente da Comunidade Quilombola Prachata, situada no município de Esperantina (TO), e coordenadora fiscal da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO), representou a região do Bico do Papagaio no evento. Para Cleudiane, ‘’o encontro possui grande importância em nosso momento atual, pois reuniu mulheres negras de diferentes realidades do Tocantins para realizar, coletivamente, uma análise da nossa conjuntura, das nossas lutas e dos nossos enfrentamentos’’.

Cleudiane também destacou a mobilização das mulheres participantes do Encontro. ‘’É consolador perceber que estamos unidas e podemos contar com nossas companheiras, sejam LGBTQs, quilombolas, jovens, de movimentos sociais, do campo ou das cidades. Estamos juntas!’’, finalizou a Prachata.

Atividades formativas, rodas de conversa e análise de conjuntura fizeram parte da programação do evento, que contou com representações femininas de diversas organizações, movimentos, comunidades e entidades. Temas como ‘’Violência contra a mulher’’, ‘’Cultura e afetos’’, ‘’Realidades camponesas’’ e ‘’mundo do trabalho’’ foram abordados durante o encontro.

Maria Aparecida, técnica da APA-TO e coordenadora executiva da COEQTO, também esteve presente no Encontro. ‘’Trocamos experiências e discutimos temas importantes de nosso cenário político atual, como a recente perda de direitos e políticas públicas e sobre como isso tudo influencia as mulheres’’, partilhou Cida, como é carinhosamente chamada.

O evento ocorrido em Palmas também teve o propósito de definir a delegação tocantinense que participará do Encontro Nacional de Mulheres, que acontecerá em Goiânia no mês de dezembro deste ano. ‘’Vinte e cinco companheiras foram indicadas para representar nosso estado no Encontro Nacional, o que é bastante importante para difusão de nossas realidades e desafios aqui do Tocantins’’, finalizou a técnica da APA-TO.

 


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23/10/2018

Assentamento Ouro Verde prepara celebração de aniversário em Araguatins (TO)

 

Luta, conquista e fé. Segundo a coordenação da Associação do Setor Barro Branco do Assentamento Ouro Verde, essas são algumas das palavras que nos ajudam a compreender um pouco da história dos 29 anos de existência do Assentamento Ouro Verde, localizado no município de Araguatins (TO), na região do Bico do Papagaio, Tocantins.

No último sábado (20), integrantes da coordenação da Associação do Setor Barro Branco se reuniram com colaboradores da APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins) para discutir a programação do evento de celebração desta data especial. Segundo Antonio Professor, atual coordenador da Associação, ‘’a proposta é realizarmos uma festa com momentos de divertimento, mas também de reflexão e formação para a nossa comunidade’’.

A memória viva de Padre Josimo, mártir do Bico do Papagaio e ex-agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), foi destacada durante a reunião. ‘’Padre Josimo e a CPT estiveram conosco desde o início, lutaram junto com a gente, por isso não podemos deixar de homenagear’’, enfatizaram os integrantes a Associação Barro Branco.

A comemoração já possui data marcada: acontecerá no dia 2 de dezembro de 2018. Vale destacar que o Assentamento Ouro Verde é mais um fruto da luta pela reforma agrária de nosso país. A agricultura familiar e práticas agroecológicas são presentes na rotina do Assentamento, que são inspiradoras para a região do Bico do Papagaio, como o beneficiamento do azeite do coco babaçu e o despolpamento de frutas nativas para a comercialização.

A articulação das juventudes também é uma característica marcante da Comunidade, que possui jovens participantes do ”Jovens em Comunicação” e que realizam experiências agroecológicas de Apicultura e Sistemas Agroflorestais (SAF).


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