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Notícias


4/12/2018

Jovens comunicadores do Bico do Papagaio se reúnem para avaliar ações

Nos dias 23 e 24 de novembro, integrantes do grupo ‘’Jovens em ComunicAção’’ estiveram reunidos em Augustinópolis (TO) para participar de um encontro sobre resgate da memória de suas ações e avaliação coletiva do caminho percorrido. As atividades aconteceram na sede da APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins), responsável pela gestão e execução do projeto formativo junto aos jovens.

Rememorar e avaliar o caminho percorrido para sonhar, conjuntamente, os próximos passos dos jovens comunicadores do Bico do Papagaio. Esse foi o fio condutor nos dias de encontro em Augustinópolis, que reuniu jovens que são filhos e filhas de agricultores familiares de comunidades rurais do Bico do Papagaio, região situada ao norte do Tocantins. No grupo, estiveram representados participantes da 1ª e 2ª turma do projeto formativo ‘’Jovens em ComunicAção’’.

Comunicar para transformar realidades e pessoas

Com inspiração na educação popular e nas práticas formativas de comunicação comunitária, o Projeto Jovens em Comunicação possui o objetivo de contribuir com a formação humana de jovens de comunidades rurais e tradicionais, tratando de temas e conteúdos relacionados às identidades culturais e juvenis dos participantes.

A APA-TO iniciará as atividades de sua terceira turma do ”Jovens em Comunicação” no próximo final de semana, de 7 a 9 de dezembro, realizando seu primeiro módulo no Assentamento Ouro Verde, situado no município de Araguatins (TO). O encontro abordará a temática ‘’Projeto de Vida’’ e são esperados aproximadamente 40 jovens.


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19/11/2018

APA-TO realiza formação sobre direitos e participação social com jovens do município de Praia Norte (TO)

Na última quinta-feira, 15 de novembro, a APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins), em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), realizou a Oficina ”Juventudes, Direitos e Participação Social” com jovens de comunidades rurais do município de Praia Norte, na região do Bico do Papagaio (TO). A formação aconteceu no próprio STTR da cidade, que ofereceu apoio durante todo o encontro.

O encontro abordou temas relacionados aos direitos de nossa sociedade, previstos na legislação brasileira e também em instâncias internacionais, como a declaração universal dos direitos humanos das Nações Unidas (ONU). A atuação dos movimentos e entidades da região do Bico do Papagaio e as diferentes formas de se participar da vida pública de nossa sociedade também foram temas centrais da oficina, que proporcionou aos jovens participantes momentos de debate e construção coletiva de alternativas para os desafios das juventudes das comunidades de Praia Norte.

‘’A oficina foi bastante esclarecedora, pois nos apresentou informações sobre direitos e políticas públicas que nem sabíamos que possuíamos’’, partilhou a jovem Patricia Eliti, que participou do Encontro de formação. ‘’Ouvir os depoimentos de mulheres de outras gerações, que estão engajadas na luta pela construção de uma sociedade mais justa, foi bastante inspirador e me marcou bastante’’, destacou Patricia.

Maria do Socorro, quebradeira de coco babaçu integrante do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e coordenadora fiscal do STTR da cidade de Praia Norte, ressaltou a importância de aproximar as juventudes das ações dos movimentos sociais e entidades da região. ‘’Nossa geração não será eterna, por isso, é preciso sensibilizar e dar suporte de formação para que nossas juventudes compreendam os desafios que nossa sociedade apresenta’’, partilhou Dona Socorro.

Após o encerramento do encontro formativo, os jovens reunidos decidiram dar continuidade ao processo de integração e articulação das juventudes das comunidades de Praia Norte. Com o apoio da APA-TO, STTR, MIQCB e outras entidades, as ações das juventudes rurais do município terão continuidade em 2019.


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8/11/2018

Nota de pesar da APA-TO: Dona Raimunda, quebradeira de coco babaçu, virou semente

É com grande pesar que a APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins) comunica o falecimento de Dona Raimunda, quebradeira de coco babaçu da região do Bico do Papagaio, norte do Tocantins. Raimunda Gomes da Silva faleceu no dia 7 de novembro, aos 78 anos, em sua casa, no Assentamento Sete Barracas, município de São Miguel do Tocantins, em decorrência da luta que travava contra a diabetes há anos.

A APA-TO manifesta sua profunda solidariedade aos familiares, amigas e amigos, e ao Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu (MIQCB).

Membra fundadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu do estado do Tocantins (MIQCB), dona Raimunda é reconhecida como uma liderança comunitária de destaque e uma referência na trajetória de luta das mulheres quebradeiras de coco babaçu do Tocantins e do Brasil.

Dona Raimunda, assim como Dona Dijé, Padre Josimo e Chico Mendes, se transforma agora em mais uma semente que florescerá e viverá em nossas lutas. Inspiradas e inspirados pelo seu legado, seguiremos trabalhando pela defesa dos babaçuais livres, da vida das quebradeiras de coco babaçu, dos direitos das comunidades e povos tradicionais de nosso país.

Confira, abaixo, a nota oficial do MIQCB sobre o falecimento de Dona Raimunda:

Nota de Pesar: MIQCB perde uma de suas fundadoras

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco do Brasil (MIQCB) se solidariza com a família de Raimunda Gomes da Silva, a Dona Raimunda, uma de suas fundadoras, que faleceu na noite desta quarta-feira (07), em sua residência, no assentamento Sete Barracas, em São Miguel do Tocantins, no extremo norte do estado do Tocantins. Aos 78 anos, Dona Raimunda lutava contra uma diabetes e já estava com dificuldade para enxergar.

Quebradeira de coco babaçu, líder comunitária e ativista política de destaque nacional, Dona Raimunda foi um exemplo de mulher de coragem e determinação que sempre lutou pelos direitos das trabalhadoras rurais e das agroextrativistas.

Além de ajudar a fundar o MIQCB (1991), movimento com atuação no Pará, Maranhão, Piauí e Tocantins, a ativista também foi responsável pela Secretaria da Mulher Trabalhadora Rural Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e umas das fundadoras da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (Asmubip).

Premiada e reconhecida nacionalmente por seu trabalho, ela chegou a recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Tocantins e o Diploma Mulher-Cidadã Guilhermina Ribeira da Silva (Assembleia Legislativa do Tocantins) e o Diploma Bertha Lutz (Senado Federal).

Para o MIQCB, Dona Raimunda estará sempre presente, inspirando outras mulheres a continuar na luta pelo respeito aos seus direitos.

 


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23/10/2018

Encontro das Mulheres Negras do Tocantins acontece em Palmas (TO)

Aconteceu no último sábado (20), na Casa dos Conselhos, em Palmas (TO), o Encontro das Mulheres Negras do Tocantins. Com o lema ‘’Contra o racismo, a violência e pelo bem-viver: Mulheres negras movem o Brasil’’, o evento reuniu mais de 50 mulheres de diversas localidades, organizações e movimentos do estado tocantinense.

Cleudiane Prachata, presidente da Comunidade Quilombola Prachata, situada no município de Esperantina (TO), e coordenadora fiscal da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO), representou a região do Bico do Papagaio no evento. Para Cleudiane, ‘’o encontro possui grande importância em nosso momento atual, pois reuniu mulheres negras de diferentes realidades do Tocantins para realizar, coletivamente, uma análise da nossa conjuntura, das nossas lutas e dos nossos enfrentamentos’’.

Cleudiane também destacou a mobilização das mulheres participantes do Encontro. ‘’É consolador perceber que estamos unidas e podemos contar com nossas companheiras, sejam LGBTQs, quilombolas, jovens, de movimentos sociais, do campo ou das cidades. Estamos juntas!’’, finalizou a Prachata.

Atividades formativas, rodas de conversa e análise de conjuntura fizeram parte da programação do evento, que contou com representações femininas de diversas organizações, movimentos, comunidades e entidades. Temas como ‘’Violência contra a mulher’’, ‘’Cultura e afetos’’, ‘’Realidades camponesas’’ e ‘’mundo do trabalho’’ foram abordados durante o encontro.

Maria Aparecida, técnica da APA-TO e coordenadora executiva da COEQTO, também esteve presente no Encontro. ‘’Trocamos experiências e discutimos temas importantes de nosso cenário político atual, como a recente perda de direitos e políticas públicas e sobre como isso tudo influencia as mulheres’’, partilhou Cida, como é carinhosamente chamada.

O evento ocorrido em Palmas também teve o propósito de definir a delegação tocantinense que participará do Encontro Nacional de Mulheres, que acontecerá em Goiânia no mês de dezembro deste ano. ‘’Vinte e cinco companheiras foram indicadas para representar nosso estado no Encontro Nacional, o que é bastante importante para difusão de nossas realidades e desafios aqui do Tocantins’’, finalizou a técnica da APA-TO.

 


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23/10/2018

Assentamento Ouro Verde prepara celebração de aniversário em Araguatins (TO)

 

Luta, conquista e fé. Segundo a coordenação da Associação do Setor Barro Branco do Assentamento Ouro Verde, essas são algumas das palavras que nos ajudam a compreender um pouco da história dos 29 anos de existência do Assentamento Ouro Verde, localizado no município de Araguatins (TO), na região do Bico do Papagaio, Tocantins.

No último sábado (20), integrantes da coordenação da Associação do Setor Barro Branco se reuniram com colaboradores da APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins) para discutir a programação do evento de celebração desta data especial. Segundo Antonio Professor, atual coordenador da Associação, ‘’a proposta é realizarmos uma festa com momentos de divertimento, mas também de reflexão e formação para a nossa comunidade’’.

A memória viva de Padre Josimo, mártir do Bico do Papagaio e ex-agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), foi destacada durante a reunião. ‘’Padre Josimo e a CPT estiveram conosco desde o início, lutaram junto com a gente, por isso não podemos deixar de homenagear’’, enfatizaram os integrantes a Associação Barro Branco.

A comemoração já possui data marcada: acontecerá no dia 2 de dezembro de 2018. Vale destacar que o Assentamento Ouro Verde é mais um fruto da luta pela reforma agrária de nosso país. A agricultura familiar e práticas agroecológicas são presentes na rotina do Assentamento, que são inspiradoras para a região do Bico do Papagaio, como o beneficiamento do azeite do coco babaçu e o despolpamento de frutas nativas para a comercialização.

A articulação das juventudes também é uma característica marcante da Comunidade, que possui jovens participantes do ”Jovens em Comunicação” e que realizam experiências agroecológicas de Apicultura e Sistemas Agroflorestais (SAF).


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19/10/2018

Rede Bico Agroecológico em defesa da democracia, da agroecologia e da agricultura familiar: Haddad 13 Presidente

Nós, da Rede Bico Agroecológico, situada na região do Bico do Papagaio, no extremo norte do estado do Tocantins, formada por agricultoras e agricultores familiares, quebradeiras de coco babaçu, trabalhadoras e trabalhadores do campo, assentados, quilombolas, juventudes, sindicatos, associações, cooperativas, comunidades e organizações da sociedade civil, manifestamos publicamente nosso repúdio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) através desta carta.

No cenário político atual, omitir-se é ser conivente com um possível projeto de governo que demonstra ser favorável a um modelo de produção que mata as nossas culturas tradicionais e destrói os nossos biomas, que é extremamente retrógrado do ponto de vista das tecnologias sociais e ambientais, e que é insustentável no viés socioambiental a médio e longo prazos para o campo e para as áreas urbanas.

Bolsonaro afirmou que não irá ‘’demarcar um centímetro de território’’ para os povos tradicionais e originários. Também foi enfático ao dizer que, em sua possível gestão, ‘’não irá destinar um centavo’’ de recursos para Organizações Não Governamentais (ONGs) e movimentos sociais – que hoje desempenham papel fundamental nas lutas pela defesa de nossos territórios e comunidades na região do Bico do Papagaio e no Brasil como um todo, incidindo, inclusive, para a criação e implementação de políticas públicas de diminuição das desigualdades sociais e econômicas.

O candidato também anunciou que fundirá os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, e que o futuro ministro será escolhido de acordo com os interesses do mercado e do setor produtivo. ‘’Vou segurar as multas ambientais’’ – garantiu publicamente o candidato aos fazendeiros latifundiários, grileiros e a intitulada ‘’bancada do boi’’ no Congresso Nacional.

Nos últimos 3 anos, segundo dados do Relatório Anual ‘’Conflitos no Campo’’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o número de conflitos, massacres, perseguições e assassinatos aumentou progressivamente no campo brasileiro. Em 2017, 71 trabalhadores foram assassinatos por lutarem por direitos constitucionais. Jair Bolsonaro, em contrapartida, consolidou como pilar de sua campanha eleitoral a proposta de legalizar o porte de armas para a população. Na conjuntura atual, essa seria uma medida catastrófica para o país, mas com especial teor de crueldade e desumanidade para os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

 

Há esperança: Haddad 13 Presidente

 

Acreditamos na Agroecologia e na Agricultura familiar não somente como uma alternativa ao modelo de produção agrícola vigente, mas como uma possibilidade concreta de mudança para a nossa sociedade em diversas dimensões. Uma mudança que impactaria – de maneira positiva – os setores econômico, cultural e socioambiental de nosso país.

Nesse sentido, eleger Haddad para presidente da república possibilitaria a nós – enquanto sociedade civil organizada – estabelecer diálogo e exigir do poder público as medidas e políticas públicas necessárias para a conservação de nossos recursos naturais, de nossas culturas e povos originários e tradicionais.

Em um passado recente, podemos facilmente recordar de todas as políticas públicas que foram implementadas, potencializadas e garantiram – não somente o sustento e a sobrevivência – mas também a emancipação social, política, econômica, ambiental e cultural de milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais de nossa região do Bico do Papagaio e do Brasil. Lembramos do importante impacto de políticas e ações como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), as Escolas Família Agrícola (EFA), o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), o Programa Luz para Todos, o Programa Minha Casa e Minha Vida, o Bolsa Família, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), o Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (ECOFORTE), o Programa de Desenvolvimento Socioambiental da Produção Familiar Rural na Amazônia (PROAMBIENTE), o Mais Médicos, o FIES e as cotas que permitiram o acesso de negros, quilombolas, indígenas, filhos e filhas de trabalhadores rurais em Universidades Públicas e Privadas.

Ainda há muito o que fazer pelo Bico do Papagaio, porém, em uma região até então abandonada pelos governos, lembrar-se dessas políticas públicas que tiveram o início de sua implantação ou sua potencialização com a primeira gestão petista se faz mais do que necessário, é preciso lutar por nenhum direito à menos –  é o nosso dever cidadão nesse momento.

Nesse sentido, votar em Fernando Hadadd é tarefa de todos os brasileiros e brasileiras que se posicionem a favor do estado democrático e dos direitos humanos fundamentais. É preciso vencer o ódio e a raiva que nos cegam, não abandonando o olhar crítico para os problemas apresentados nas gestões petistas, mas reconhecendo as qualidades e esperanças presentes no Programa de Governo de Fernando Haddad para os próximos quatro anos.

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) publicou uma carta pública listando as propostas de Haddad nas áreas da Agroecologia e Agricultura Familiar.

É hora de tomarmos as ruas e as redes e nos posicionarmos em defesa da vida em abundância para todos e todas. Em memória de Padre Josimo, mártir do Bico do Papagaio, de Irmã Dorothy Stang, de Chico Mendes, e tantos outros que tiveram suas vidas ceifadas pelas mãos do latifúndio, da grilagem e do avanço desenfreado do agronegócio.

No próximo dia 28 de outubro é preciso votar 13. Fernando Haddad Presidente, pela democracia, pelos povos da terra, das águas e das florestas.

 

 Sem Democracia não há Agroecologia!

 

13 de outubro de 2018

Bico do Papagaio, Tocantins, Brasil

 

Rede Bico Agroecológico

  1. Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO)
  2. Associação Agroextrativista e Social do Projeto de Assentamento Canaã (AAESPAC)
  3. Associação da Comunidade Remanescente de Quilombola Carrapiché (ACREQCA)
  4. Associação da Comunidade Remanescente de Quilombola Prachata (ACREQPRA)
  5. Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombolas da Ilha de São Vicente (ACREQUISVI)
  6. Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Buriti (AMB)
  7. Associação do Projeto de Assentamento Santa Cruz II Setor São Félix (APASC)
  8. Associação dos Pequenos Lavradores do Projeto de Assentamento Ouro Verde Setor Barro Branco (ASBB)
  9. Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento Nova União (APRAN)
  10. Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Projeto de Assentamento 07 de Janeiro Setor I (ATRSSJ)
  11. Associação Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP)
  12. Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Familiares Agroextrativistas e Pescadores Artesanais de Esperantina Ltda (COOAF –Bico)
  13. Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB)
  14. Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (AMIQCB)
  15. Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Sítio Novo
  16. Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Axixá
  17. Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Praia Norte
  18. Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Regional de São Sebastião, Buriti e Esperantina

 

 

 

 

 

 


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14/09/2018

“Nós queremos o território para nascer, viver, germinar e morrer”: Dona Dijé vive em nossas lutas

 

A APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins) comunica, com grande pesar, o falecimento de Maria de Jesus Bringuelo, a Dona Dijé.

Nos solidarizamos com os familiares e amigos desta grande liderança, e também com o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

Dona Dijé viveu toda a sua vida na Comunidade Quilombola Monte Alegre, situada no município de São Luiz Gonzaga (MA). Neste momento a tristeza é sentimento inevitável, mas não irremediável. A vida e a memória de Dijé, mulher quilombola, encantadeira e quebradeira de coco babaçu, nos alimentam com utopias, lutas e esperanças.

Dijé morreu semente, germinando sonhos de construção de uma sociedade do bem-viver, com terra e território para todas e todos, com os babaçuais vivos em suas florestas, livres com as quebradeiras de coco.

 

Dona Dijé vive em nossas lutas.

 

Abaixo, reproduzimos a nota oficial do MIQCB. Confira.

 

Uma mãe palmeira se despede

A notícia que não queríamos dar. Esta noite perdemos uma grande mulher, mãe, avó e liderança que faleceu de infarto fulminante, a dona Maria de Jesus Bringelo, dona Dijé. Mulher negra, quilombola, quebradeira de coco babaçu, um referencial como ser humano, de sabedoria e para a luta dos povos e comunidades tradicionais.

Uma profunda tristeza invade os nossos corações e custamos a acreditar que não mais compartilharemos de seu sorriso, de sua adorável companhia do seu jeito firme e suave de se posicionar.

Ficam a história, o aprendizado e o exemplo quem sempre lutou pelos direitos das mulheres, dos quilombolas, dos indígenas, dos pct´s e de quem sempre lutou pelo acesso livre ao território.

Como ela mesma falava “Nós queremos o território para nascer, viver, germinar e morrer”. E foi assim, no quilombo Monte Alegre que ela se despediu. Nós e as florestas de babaçuais sentimos a sua falta. Segue Mãe Palmeira teu caminho. Tua trajetória foi vitoriosa e teus ensinamentos já fizeram e reforçaram a luta pela liberdade e dignidade dos povos.

Dijé presente!

Com pesar,

Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu


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22/08/2018

Projeto de Vida, Agricultura Familiar e Agroecologia são temas do II Encontro Regional das Juventudes Rurais do Bico do Papagaio

Evento reúne mais de 140 jovens na Comunidade Quilombola Carrapiché, no município de Esperantina (TO), entre os dias 24 e 26 de agosto

O que Agricultura Familiar e Agroecologia tem a ver com a construção de um Projeto de Vida? Para quem vive em uma realidade rural de nosso país essa combinação pode fazer muito sentido. Com o objetivo de oferecer as juventudes da região do Bico do Papagaio, Tocantins, um espaço de reflexão, formação e discussão sobre suas vocações, realidades e sonhos, será realizado o II Encontro Regional das Juventudes Rurais do Bico do Papagaio.

O evento acontecerá no município de Esperantina (TO), na Comunidade Quilombola Carrapiché, entre os dias 24 e 26 de agosto. Mais de 140 de jovens, de dez munícipios da região e mais de 40 comunidades rurais, são esperados para participar desta segunda edição do Encontro, que é organizado pela Rede Bico Agroecológico – uma articulação que reúne organizações, sindicatos, movimentos e agricultores familiares que atuam no Bico do Papagaio, extremo norte do estado tocantinense.

Para a jovem quilombola Cleudiane Prachata (28), presidente da Comunidade Quilombola Prachata e integrante da COEQTO (Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins), o Encontro possui grande importância para as juventudes da região. ‘’Será possível apresentar aos jovens diferentes possibilidades para se viver e se alimentar em nosso meio’’, afirma Cleudiane. A jovem ainda destaca que espera que o encontro ‘’possibilite que a juventude encontre maneiras de se organizar e fortalecer sua integração regional’’.

Apresentando o tema ‘’Projeto de vida, Realidade das Agriculturas familiares e Agroecologia’’, a programação do evento abordará conteúdos relacionados às realidades rurais dos participantes. Agroecologia, agricultura familiar, culturas tradicionais, comunicação popular, cidadania e a luta por direitos das juventudes fazem parte do itinerário formativo do Encontro, que além do caráter formativo, também visa oferecer aos jovens um espaço de integração e celebração.

Selma Yuki, agrônoma e assessora técnica da Organização APA-TO (Alternativas para a Pequena Agricultura do Tocantins), acredita que o evento tem o objetivo de contribuir para que as juventudes reflitam sobre suas realidades e a relação com seus projetos de vida. ‘’Como a realidade que vivemos pode influenciar nas escolhas que fazemos? Esperamos que os jovens participantes, de maneira autônoma, façam o exercício de tentar responder a essa e outras questões’’, partilhou Yuki. ‘’Estamos trabalhando para que o Encontro seja um espaço fértil de aprofundamento de ideias e discussões sobre maneiras de se transformar alguns contextos desafiadores que fazem parte, hoje, de nossa realidade rural brasileira’’, finalizou a assessora.

Ao falar sobre suas expectativas para o evento, o jovem José Araújo (20), coordenador dos jovens do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de São Sebastião, Buriti e Esperantina, alerta para o fato de que muitos jovens do Bico do Papagaio são taxados como ‘’irresponsáveis’’. Para José ‘’o encontro também contribuirá para transmitir aos jovens confiança e apoio para a melhoria da atuação em suas comunidades e organizações de origem’’. E continua: ‘’ Queremos mostrar que as juventudes são importantes e devem participar ativamente do desenvolvimento de suas comunidades, munícipios e até de nosso país’’, conclui Araújo.

O evento recebeu o apoio da Misereor, da Fundação Interamericana (IAF)­, da COEQTO e da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. O Encontro também conta a com a parceria da Comissão Pastoral da Terra (Regional Araguaia-Tocantins) e da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), além da acolhida e organização da Comunidade Quilombola Carrapiché.

Sobre a Rede Bico Agroecológico

A Rede Bico Agroecológico contempla e articula agricultores familiares e mais de vinte organizações sociais que atuam no campo da agroecologia e da agricultura familiar no Bico do Papagaio, Tocantins. Dentre as organizações integrantes, estão a APA-TO, a Associação Regional das Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), o Movimento Interestadual das Quebradas de Coco Babaçu (MIQCB), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins (FETAET), Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da região, Associações, Cooperativas, entre outras instituições.


Texto: Bruno Santiago Alface/APA-TO

Informações: APA-TO/Rede Bico Agroecológico

Contato: bruno@apato.org.br | 063 3456-1407 | 011 99985-0378


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4/08/2016

APA-TO promove encontro de planejamento institucional

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Aconteceu a 1ª Oficina de Planejamento Estratégico da APA-TO, nos dias 20,21 e 22 de Julho de 2016, na Escola Família Agrícola Pe Josimo em Esperantina. Estiveram reunidos para discutir estratégias de ações da organização para os próximos 5 anos, toda equipe técnica e administrativa, o conselho diretor e associados da APA-TO, além de representantes de organizações parceiras dos públicos alvo da APA-TO, agricultores(as) familiares, quilombolas e quebradeiras de coco. A oficina foi conduzida pelo consultor de planejamento Domenico Corcione. SAIBA MAIS »


8/07/2016

Organizações do Bico iniciam sistematização de experiências agroecológicas

 

Participantes da Oficina

As organizações sociais e entidades de assessoria do Bico do Papagaio, ao longo de sua caminhada, têm construído inúmeras experiências com base agroecológica em diversas comunidades rurais da região, contribuindo para dar vida e sustentabilidade para as famílias camponesas e populações tradicionais e fortalecer núcleos de resistências à lógica dos grandes  projetos de agronegócio, hidronegócio e mineralnegócio. SAIBA MAIS »


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