APA-TO: Alternativa para a Pequena Agricultura no Tocantins

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A Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) trabalha junto a agricultores familiares utilizando os princípios da agroecologia para construir sistemas produtivos sustentáveis. As bases de seu trabalho são o planejamento e a implementação do desenvolvimento local para pequenos agricultores, a assessoria para a negociação de políticas públicas, a busca de segurança alimentar e geração de renda para famílias de agricultores, a organização do comércio e a formação de lideranças.

Desde 1992 a APA-TO atua no estado do Tocantins construindo uma história de desenvolvimento participativo e garantindo melhores condições de vida no campo para agricultores e agricultoras familiares.


09/11/2020

Em comemoração ao dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, organizações realizam I Feira Agroecológica do Babaçu e Agricultura Familiar

por Selma Yuki

No sábado, 07, aconteceu a I Feira Agroecológica do Babaçu e da Agricultura Familiar, em São Miguel do Tocantins. O evento foi realizado em alusão ao Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, incluído no calendário oficial do estado do Tocantins em agosto de 2019, em homenagem a história de luta de Raimunda dos Cocos. A data celebra a caminhada de luta dessas mulheres em busca da garantia de acesso ao coco babaçu, da defesa dos babaçuais, do direito à terra e vida digna para as mulheres e homens do campo. O evento foi organizado pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), em parceria com as organizações que compõem a Rede Bico Agroecológico.

Nas barracas expositoras, os visitantes puderam degustar e adquirir produtos de babaçu e da agricultura familiar, como azeite de coco, amêndoas, bolo e mingau de farinha de mesocarpo, côfos e biojoias. A coordenadora geral da Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), Maria do Socorro Teixeira Lima, destaca que, para alguns visitantes, aquele era o primeiro contato com produtos provenientes do babaçu. “A gente fez a feira, apresentou muitos produtos, tivemos degustação e venda. Mas, o mais importante pra nós, além da realização e a presença de quem veio, foi que pessoas que nunca tinham provado a comida, que não conheciam, disseram pra gente que não sabiam que era tão gostoso. Então pra nós foi uma coisa muito importante. Tivemos a participação da juventude, tivemos a participação de muitas pessoas. Foi muito bom”.

O jovem Márcio, que integra o Grupo Pindova, apresentou os artesanatos produzidos pelo grupo, que são colares, chaveiros, imãs de geladeira. Ele explica que as peças têm variações de cor e tamanho a partir do período de desenvolvimento do coco, que pode ser utilizado verde ou maduro. “Essa feira está nos possibilitando a oportunidade de expor nossos trabalhos. Para mostrar que o extrativismo do coco babaçu não é só para as mulheres quebradeiras de coco babaçu, mas também os jovens com a produção de biojoias”, complementa.

Valquíria, historiadora e advogada, foi até a feira para prestigiar o trabalho das quebradeiras de coco e ver a homenagem prestada à Dona Raimunda dos Cocos. A consumidora ainda destaca a importância do trabalho das quebradeiras de coco para toda a sociedade. “Primeiro pela preservação ambiental, as quebradeiras de coco babaçu são a voz da natureza hoje. Elas lutam pela preservação, elas lutam pelo babaçu livre, elas lutam pela vida, elas lutam pelo bem comum, elas lutam pelas comunidades. Essa é uma das maiores grandezas econômicas e sociais, essa preservação”, finaliza.

O Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu

A data oficial que homenageia as quebradeiras de coco no calendário tocantinense é um desejo antigo, como cita coordenadora da regional Tocantins do MIQCB, Emília. Com o falecimento de Dona Raimunda, a data ficou como um reconhecimento e homenagem.

“Para nós, é muito importante esse dia, porque é um dia que a gente comemora, que a gente faz os trabalhos juntos, o dia que a gente demonstra nossos trabalhos e produtos. Agora todos os anos nós vamos fazer, trazer nossos produtos para degustação, pras pessoas darem mais valor aos produtos que a gente tem, dar mais valor as nossas riquezas naturais da região”, afirma Emília.

Homenagem à Dona Raimunda dos Cocos

Raimunda Gomes da Silva foi uma mulher que lutou por toda a sua vida adulta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, além de ter participado da formação de movimentos e organizações, como o Sindicato Trabalhadores Rurais de São Sebastião de Tocantins e contribuiu na fundação da Federação dos Trabalhadores Rurais do Tocantins, em 1988. Também foi responsável pela criação da Comissão Estadual da Mulher, uma das primeiras a existir no estado do Tocantins. Participou ativamente da fundação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

Para ler nosso texto em homenagem à dona Raimunda, clique aqui.

 


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