Buscar

Geral


9/11/2020

Em comemoração ao dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, organizações realizam I Feira Agroecológica do Babaçu e Agricultura Familiar

No sábado, 07, aconteceu a I Feira Agroecológica do Babaçu e da Agricultura Familiar, em São Miguel do Tocantins. O evento foi realizado em alusão ao Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, incluído no calendário oficial do estado do Tocantins em agosto de 2019, em homenagem a história de luta de Raimunda dos Cocos. A data celebra a caminhada de luta dessas mulheres em busca da garantia de acesso ao coco babaçu, da defesa dos babaçuais, do direito à terra e vida digna para as mulheres e homens do campo. O evento foi organizado pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), em parceria com as organizações que compõem a Rede Bico Agroecológico.

Nas barracas expositoras, os visitantes puderam degustar e adquirir produtos de babaçu e da agricultura familiar, como azeite de coco, amêndoas, bolo e mingau de farinha de mesocarpo, côfos e biojoias. A coordenadora geral da Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), Maria do Socorro Teixeira Lima, destaca que, para alguns visitantes, aquele era o primeiro contato com produtos provenientes do babaçu. “A gente fez a feira, apresentou muitos produtos, tivemos degustação e venda. Mas, o mais importante pra nós, além da realização e a presença de quem veio, foi que pessoas que nunca tinham provado a comida, que não conheciam, disseram pra gente que não sabiam que era tão gostoso. Então pra nós foi uma coisa muito importante. Tivemos a participação da juventude, tivemos a participação de muitas pessoas. Foi muito bom”.

O jovem Márcio, que integra o Grupo Pindova, apresentou os artesanatos produzidos pelo grupo, que são colares, chaveiros, imãs de geladeira. Ele explica que as peças têm variações de cor e tamanho a partir do período de desenvolvimento do coco, que pode ser utilizado verde ou maduro. “Essa feira está nos possibilitando a oportunidade de expor nossos trabalhos. Para mostrar que o extrativismo do coco babaçu não é só para as mulheres quebradeiras de coco babaçu, mas também os jovens com a produção de biojoias”, complementa.

Valquíria, historiadora e advogada, foi até a feira para prestigiar o trabalho das quebradeiras de coco e ver a homenagem prestada à Dona Raimunda dos Cocos. A consumidora ainda destaca a importância do trabalho das quebradeiras de coco para toda a sociedade. “Primeiro pela preservação ambiental, as quebradeiras de coco babaçu são a voz da natureza hoje. Elas lutam pela preservação, elas lutam pelo babaçu livre, elas lutam pela vida, elas lutam pelo bem comum, elas lutam pelas comunidades. Essa é uma das maiores grandezas econômicas e sociais, essa preservação”, finaliza.

O Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu

A data oficial que homenageia as quebradeiras de coco no calendário tocantinense é um desejo antigo, como cita coordenadora da regional Tocantins do MIQCB, Emília. Com o falecimento de Dona Raimunda, a data ficou como um reconhecimento e homenagem.

“Para nós, é muito importante esse dia, porque é um dia que a gente comemora, que a gente faz os trabalhos juntos, o dia que a gente demonstra nossos trabalhos e produtos. Agora todos os anos nós vamos fazer, trazer nossos produtos para degustação, pras pessoas darem mais valor aos produtos que a gente tem, dar mais valor as nossas riquezas naturais da região”, afirma Emília.

Homenagem à Dona Raimunda dos Cocos

Raimunda Gomes da Silva foi uma mulher que lutou por toda a sua vida adulta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, além de ter participado da formação de movimentos e organizações, como o Sindicato Trabalhadores Rurais de São Sebastião de Tocantins e contribuiu na fundação da Federação dos Trabalhadores Rurais do Tocantins, em 1988. Também foi responsável pela criação da Comissão Estadual da Mulher, uma das primeiras a existir no estado do Tocantins. Participou ativamente da fundação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB).

Para ler nosso texto em homenagem à dona Raimunda, clique aqui.

 


Conteúdo relacionado: Geral, Notícias, Quebradeiras de coco

Pesquisa sobre juventudes rurais do Bico do Papagaio, no Tocantins, tem lançamento nesta quinta (15)

Diagnóstico entrevistou 245 jovens do extremo norte do estado do Tocantins e revelou que juventudes rurais querem ficar no campo, mas falta a efetivação de políticas públicas

Quais são os sonhos das juventudes em relação à sucessão do trabalho e a vida no campo? Jovens rurais do extremo norte do Tocantins conheceram mais da sua própria realidade através da participação e da construção do Diagnóstico das Juventudes Rurais do Bico do Papagaio. O resultado da pesquisa será lançada em um vídeo animado e uma cartilha, no próximo dia 15 de outubro, a partir das 19h, na internet no endereço: http://bit.ly/youtubeapato.

A agricultura é atividade principal no território do Bico do Papagaio. “Há muito tempo as organizações e os movimentos sociais do território têm a preocupação da sucessão rural. No trabalho com as juventudes, buscamos dados, mas o que conseguimos eram mais nacionais, não tínhamos informações da região. Então, achamos que era pertinente entender melhor as juventudes do Bico, o que estavam pensando, quais seus desafios. E isso motivou a fazer o diagnóstico”, explica Selma Yuki Ishii, coordenadora do projeto Juventudes e Agroecologia em Rede, executada pela APA-TO. 

 Reunião com o grupo focal da juventude

O diagnóstico levantou e analisou informações relativas às condições e modos de vida das juventudes, com o objetivo de também encontrar lacunas e potencialidades para a construção de estratégias de ação para e com as juventudes rurais. Participaram 245 adolescentes e jovens quebradeiras de coco babaçu, quilombolas, assentados e assentadas da reforma agrária, agricultores familiares e sem terra. Além de mães, pais e familiares dos jovens, professores da Escola Família Agrícola Padre Josimo e lideranças de organizações e movimentos sociais e ligadas às juventudes. O trabalho coordenado pela APA-TO, o GT das Juventudes Rurais, a Rede Bico Agroecológico e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com o apoio da agência de cooperação alemã Misereor.

Para Jorge Luís Roberto Lima, de 23 anos, do acampamento Padre Josimo, em Carrasco Bonito, o processo de construção do diagnóstico foi um grande aprendizado. “Com pesquisa a gente pode conhecer mais a realidade das outras juventudes porque cada território é uma experiência diferente. E percebemos que a gente tem algo muito em comum que é enfrentar as dificuldades aos acessos aos direitos e as políticas públicas”, afirma o jovem, que também é estudante de serviço social, integrante do GT das Juventudes Rurais do Bico e militante do MST. 

DIAGNÓSTICO

A maior parte dos jovens entrevistados são de famílias que trabalham na terra e se revelaram grandes defensoras e disseminadoras da agroecologia. No entanto, a maioria não sente que seu trabalho é reconhecido e valorizado e muitas vezes é considerado apenas uma ajuda para a família. Entre as juventudes rurais do Bico do Papagaio existe um forte desejo de permanecer no campo, representando 72% dos entrevistados. Ainda, 18% afirmaram não saber se desejam ou não permanecer; e somente 10% afirmaram não querer ficar no meio rural.

E na voz das próprias juventudes, o que contribui para permanência no campo são o sentimento de pertencimento, poder participar dos espaços de decisão, melhorar a relação entre jovens e adultos, a maior aceitação por parte dos pais, avós e lideranças dos interesses dos jovens, melhores condições de vida com políticas públicas, escoamento da produção, cursos de agroecologia, renda própria, maior controle sobre o próprio tempo, acesso à terra e espaços de lazer.

LANÇAMENTO

Todo o resultado do diagnóstico foi sistematizado em um vídeo e uma cartilha, com a técnica da relatoria gráfica, com o objetivo de contribuir para a partilha desse conhecimento sobre a realidade local com outros jovens. O lançamento será na internet, ao vivo, aberto ao público, no Encontro de Lançamento da Pesquisa sobre as Juventudes Rurais do Bico do Papagaio, e contará com a participação de jovens do GT das Juventudes Rurais do Bico do Papagaio e das organizações realizadoras. “Vamos construir o encontro esperando ter a maior participação de pessoas possíveis, e especial dos jovens. Vamos fazer de uma forma dinâmica e que seja inclusiva, que dê pra todo mundo se sentir no momento, tentando reproduzir o máximo como se fosse no presencial”, explica Jorge Luiz, uma das vozes que narra o vídeo.


Laís Cardoso: jovem, sem terra e quebradeira de coco

Laís Cardoso no seu trabalho com o extrativismo do babaçu – Fonte: arquivo pessoal

A Luta dos movimentos sociais do Bico do Papagaio  é realizada  por organizações, como o MST, os STTR´s,  o MIQCB,  a COEQTO,  a Rede Bico Agroecológico e  a APA-TO. Essa luta se intensificou, sobretudo, nos períodos de pandemia, aonde se realizou vários eventos, mesmo que online na tentativa de manter a formação política de suas bases. É momento de rebeldia e que eleva a ansiedade das juventudes na região do Bico do Papagaio na defesa dos biomas Cerrado e Amazônia.  Ambos sofrem ameaças dos grandes projetos.

O território dessas populações precisam resistir e é por isso que conversamos com a jovem Laís Cardoso, integrante do Coletivo da Juventude do  MST, moradora da Cidade de Carrasco Bonito, quebradeira de coco e filha de quebradeira de coco. Ela é uma das lideranças da juventude nesse momento complicado em que vive o Brasil: um momento de crises políticas e com o governo autoritário. Leia o bate-papo:

Como surgiu a ideia de articulação da juventude do Cerrado?

Eu venho de um movimento onde tem muito comum a linha política e o compromisso da juventude na luta pela terra, na defesa do nosso território, na contribuição com a construção dos assentamentos e acampamentos populares como uma fortaleza e o anúncio do “Bem-Viver” produtivo; embelezado; lúcido; alegre e combativo.

Nos comprometemos a organizar os “coletivos de juventudes” enquanto forças vivas dos nossos territórios a partir das várias dimensões e formas da agroecologia trabalho e renda auto-organização nas escolas, comunicação, cultura, esporte e lazer entre outras. Iniciativas que respondam às necessidades da nossa juventude estimulando a permanência desses jovens no campo; a injeção nos diversos setores e frentes do movimento e da reforma agrária popular. Militantes, dirigentes e quadros políticos jovens para nossa organização e luta de classe, a partir de uma prática que alia a formação política, cultural e técnica à luta e ao trabalho de organização do povo.

Na região onde você mora, no estado do Tocantins, Bico do Papagaio, um local onde tem também o Bioma Amazônia. Como é essa questão das disputas territoriais também no Bioma Amazônia, onde vocês se articulam?

Acredito que nas demais regiões do estado e do país nosso principal opositor é o agronegócio. Porque está mais que comprovado que ele não doou e não produziu nenhum alimento e o que produziu, foi para exportação. Quem está produzindo são os povos do campo; são as comunidades tradicionais. Somos nós aqui do Bico do Papagaio. A gente enfrenta uma ameaça direta: que é um plano de expansão territorial. Esse plano macabro é um projeto de morte, que é o “Matopiba”, que se implementado por completo, nós teremos 99,96% do nosso Cerrado, do nosso bioma Amazônia destruídos, aqui da região, aumentando assim a seca, a fome, a destruição da terra, dos nossos territórios, o aumento das doenças  pelo envenenamento com o uso de agrotóxico, que é usado nas práticas agrícolas desse projeto. Então, a gente enfrenta diretamente essa realidade, que a grande mídia é amiga. E a gente, que está dentro das áreas não esquece, a gente que está dentro agora não tem como esquecer, não tem como deixar de se denunciar isso, porque são milhares de pessoas morrendo. São milhares de pessoas desabrigadas, são milhares de pessoas passando fome, eu não falo só da região do “Bico”, eu falo de todo o país. Então, eu acredito que nosso principal oponente nesse momento é agronegócio.

Como fazer com que outras juventudes consigam se espelhar em vocês, também jovens, para engrossar as fileiras de resistências?

A gente que se compromete a articular e organizar os jovens do campo, em especial dentro de acampamentos e dos assentamentos, tem como uma das prioridades o estímulo à permanência da juventude no campo. E como citei anteriormente, a gente utiliza vários meios, várias formas de comunicação, de arte e cultura, no esporte é no lazer. Mostrar que nossas áreas, nossos territórios são espaços de “Bem Viver”.

Então, a gente tem muito isso aqui no Bico do Papagaio temos também espaços que agrega o jovem de várias etnias, jovens quilombolas, quebradeiras de coco. Mesmo a gente, tem como objetivo articular essa juventude para lutar pelos territórios, então, nós do Jovens em ComunicAÇÃO e do GT, ultimamente se tem trabalhado fazendo vínculo da juventude do campo e cidade. Essa juventude trabalha com agricultura urbana trabalhando técnicas de hortas orgânicas e tem-se trazido também as nossas experiências para o campo. E isso é uma contínua troca de experiências para fazer com que essa juventude continue nas nossas atividades acreditando que o campo é um espaço onde vive e é o nosso espaço, por onde se deve lutar. Então, temos várias atividades que configuram nossa articulação para que essa juventude permaneça nesta trincheira de luta.

Sabe-se que é a esperança que mantém a luta de vocês. É possível caracterizar algumas conquistas nesse momento? Quais?

Encontramos sim, pontos positivos. Nós estamos nos preparando aqui no Bico do Papagaio com toda essa situação. Infelizmente vários companheiros tombaram por conta desse vírus, mas, nós temos aqui hoje no “Bico” uma juventude que está se erguendo, que está se articulando… A juventude quebradeira de coco em sintonia com a juventude quilombola, em sintonia com a juventude acampada, com a juventude assentada, sintonia com a juventude indígena sempre se articulando para estar contribuindo nas áreas, nas formações, nos conhecimentos.

A gente tem encontrado isso muito presente, nesse período, mesmo distante a gente tem encontrado isso muito presente. Tem-se alavancado e muitos aos setores de produção é a juventude do campo produzindo e esses alimentos que estão produzindo, alimentos que não são utilizados agrotóxicos nos alimentos produzidos com práticas agroecológicas estão chegando até a cidade aos setores periféricos da cidade que estão sofrendo muito com essa crise, estão chegando as aldeias também, estão chegando às comunidades quilombolas. E a gente tem tido esses pontos positivos.

A articulação da juventude aqui no Bico do Papagaio, através desses grupos que estão se formando os GT das juventudes e o também os Jovens em ComunicAÇÃO, que já citei anteriormente e também os nossos setores de produção, sempre produzindo que a gente tem para gente, sempre é esse lema, sempre essa palavra de ordem, que não queremos mais mortes, nem pelo vírus e nem pela fome.

 


João Abelha Sempre Viverá em Nossas Lutas e Cultura!

Os movimentos que lutam no campo e pelos camponeses, bem como  a APA-TO, tinham em seu João José Filho, mais conhecido como “João Abelha”, um grande espelho um exemplo 

 

Ele que foi liderança do movimento sindical, poeta e cantor da terra. Sua principal capacidade eram simplesmente três: Líder, poeta e cantador dos povos do “Bico”.

Nas décadas de 1970 e 1980,  lutou contra o latifúndio, contra os grileiros e pela reforma agrária na região do Bico do Papagaio, junto com outras lideranças da região, como Dona Raimunda, Antônio Cipriano, Maria Senhora e Pe. Josimo. 

Ainda durante a luta pela terra junto com a CPT, animou os primeiros grupos de produção da apicultura. Foi um dos pioneiros da apicultura na região, atuando como monitor e animador, criando inclusive a música xote das abelhas

 

Sempre apoiou a luta das mulheres e produziu músicas como “Xote das Quebradeiras de Coco” e “Oito de Março”. Ele seguiu a luta de Pe. Josimo, em todas as romarias da terra, compondo músicas que falavam de sua luta. 

A APA-TO externa à sua família, parentes e  amigos, nossos sentimentos de pesar por sua partida e agradecimento por suas contribuições nas lutas sempre com firmeza e poesia.

APA-TO


Conteúdo relacionado: Geral

Nota dos movimentos, organizações sociais e pastorais acerca do despacho da desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe

#BaciaRioFormoso

A APA-TO  vêm a público se juntar a todos os movimentos sociais e pastorais, que no dia de hoje, 3 de setembro de 2020, lançaram nota conjunta em repúdio à decisão da desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe, do Tribunal de Justiça do Tocantins. Essa decisão deu despacho, na quarta-feira dia 26 de agosto, em benefício da APROEST, (Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins), que permitiu a continuidade da captação de água da Bacia do Rio Formoso. 

A APA-TO, bem como outras entidades de defesas dos camponeses, de comunidades tradicionais (quilombolas, quebradeiras de coco e indígenas), não concorda com essa decisão, por reforçar os ataques à Bacia do Rio Formoso cometidos por ações do grandes produtores.

A APA-TO, solidarizar-se ainda, com as comunidades locais que sobrevivem daquelas águas. Porque água é vida. E aproveita, para junto a outros movimentos sociais e pastorais, reivindicar que a doutora reveja tal decisão. Pois, o Rio Formoso se encontra em situações de extrema violência histórica.

Augustinópolis, 03/09/2020

APA-TO

Acesse a íntegra da nota com outras organizações!


Conteúdo relacionado: Geral

Ação Solidária que brota do campo: Redes de Agroecologia entregam kits de higiene e cestas básicas

A última semana do mês de agosto foi marcada por uma ação realizada nas comunidades rurais e na cidade por meio da ‘Semana Agroecológica’, em que reuniu organizações e movimentos sociais que compõem a Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA) e a Rede Bico Agroecológico.

Uma das principais ações realizadas durante o evento foi a entrega de kits de higiene e cestas básicas, atividade articulada por organizações que trabalham diretamente com as camponesas, agricultores, quebradeiras de coco, quilombolas e povos indígenas. A ação de solidariedade estão ocorrendo em toda as regiões do estado por meio da ATA, e especificamente, na região do Bico pela Rede Bico Agroecológico contribuindo com as famílias  do campo e da cidade vulneráveis neste período de pandemia.

O estado do Tocantins desde o início confirmou quase 50 mil casos de Covid-19, de acordo com o site ‘Coronavírus Brasil’. Atualmente o estado permanece na zona vermelha de contaminação. E, mesmo com o afrouxamento das medidas de isolamento, as organizações envolvidas propagam que a pandemia ainda não acabou! E para relembrar desse assunto e conscientizar centenas de famílias agricultoras e da cidade, as organizações entregaram não só as cestas básicas, mas também kits de higiene.

Centenas de famílias foram beneficiadas com material de higiene e cestas básicas.

Ações de solidariedade  na região do Bico do Papagaio

Durante todo o mês de julho e agosto foram entregues 747 kits de higiene, 400 doados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e 347 organizados pela APA-TO e a Rede Bico Agroecológico, com o apoio da MISEREOR, IAF e Instituto Dominicano de Justiça e Paz no Brasil.

720 litros de sabão líquido e 1041 máscaras, produzidas pelas quebradeiras de coco e camponesas, foram organizadas dentro dos kits produzidos pela APA-TO. 29 comunidades rurais de 13 municípios (Esperantina, Buriti, Praia Norte, Augustinópolis, Carrasco Bonito, Axixá, Sítio Novo, São Miguel, São Bento, Tocantinópolis, Araguatins, Sampaio e São Sebastião) puderam receber os kits.

Quilombolas, acampados, povos indígenas Apinajés, assentados, pequenos proprietários, quebradeiras de coco e famílias das cidades foram beneficiadas com os kits, totalizando 2988 pessoas das 747 famílias. Dessa forma, vale ressaltar que os camponeses e camponesas têm feito atos de solidariedade em meio à pandemia.

Os kits de higiene tinha sabão líquido, água sanitária, álcool, três máscaras e panfletos informativos sobre autocuidados neste tempo de pandemia.

Durante a Semana Agroecológica, uma live foi realizada com povos e comunidades tradicionais e camponeses.  Maria do Socorro, quebradeira de coco e coordenadora geral da ASMUBIP,  expressou as lutas diárias dos camponeses e explicou as necessidades existentes neste momento de pandemia.

“A solução que nós encontramos na região do Tocantins no combate as grandes empresas do agronegócio, e o projeto MATOPIBA (que é tudo a mesma coisa) é a agroecologia. Produzimos e levamos para o mercado e dissemos esse aqui é o verdadeiro produto que tem segurança e que pode se alimentar com firmeza que não tem agrotóxico. Além da agroecologia produzida sem veneno que sustenta uma coisa com segurança é o meu pé de caju lá da minha roça, é o meu pé de manga, é as minhas palmeiras e os ovos que as minhas galinhas botam. Isso sim é segurança alimentar”.

Segundo ela, segurança alimentar é continuar nessa linha de produção agroecológica. “Continuar a mostrar os nossos produtos agroecológicos para que todo o pessoal que consumir o nosso produto, sentir que o nosso produto é saudável. Embora seja pouquinho, mas é do pouquinho que se vai ao grande. Para o pessoal saber que é outro gosto. Eu não coloco veneno na minha terra por isso meu açude é limpo. Isso sim é saudável e sustentável”, finaliza Maria.

O ato de solidariedade ocorreu durante a Semana Agroecológica.

A Maria do Socorro, relembrou sua participação na Semana Agroecológica e afirma ainda que o momento foi importante porque ela pôde apresentar os trabalhos desenvolvidos pela agricultura familiar, quebradeiras de coco e demais camponeses.

“As contribuições nossas com a APA-TO e também com a ATA e Rede Bico Agroecológico, melhora as nossas atividades. Esses produtos entregues às famílias vêm de origem extrativista e também da agroecologia. É muito importante a gente distribuir cestas de alimentos, são atos de prevenção, pois evita formas de contágio do coronavírus. Por isso preferimos produzir e entregar cestas com os produtos agroecológico”.

O Antônio Barbosa, presidente da ASBB do Projeto de Assentamento Ouro Verde, deixa um recado: “As cestas têm comida, mas também segue um kit de higiene com sabão feito com babaçu e três máscaras, além do álcool gel e água sanitária. Nós não estamos sozinhos. Estamos juntos e unidos no combate a pandemia”.

Indígenas também foram beneficiados, além de quilombolas, quebradeiras de coco e demais comunidades rurais.


Pesquisa aponta impactos do Coronavírus nas Comunidades Rurais do Bico do Papagaio

Impossível pensar em alimentação saudável sem o trabalho da produção agroecológica realizado pelas famílias que vivem nas comunidades rurais. Mas, já  pensaram como este trabalho é tão importante para quem vive no campo e na cidade? E, nesse momento de pandemia, como os agricultores camponeses têm sido afetados diretamente e  quais dificuldades essas famílias e comunidades enfrentam?

Para saber dessas e demais informações do que está acontecendo com as famílias agricultoras durante este período de pandemia, moradoras e moradores de três comunidades rurais relataram os desafios encontrados e falaram como o poder público pode contribuir diretamente com os camponeses.

Elizete da Costa Souza é residente do povoado de Juverlândia, município de Sítio Novo. Segundo ela, o impacto da pandemia começou no momento em que as famílias não puderam mais comercializar as produções agroecológicas. “Com a pandemia, as feiras que as pessoas vendiam os produtos fecharam. As escolas que eram um dos principais compradores para a alimentação escolar, também pararam. Mas aos poucos, a gente começou a ver outras possibilidades por meio de parcerias com as organizações”.

A jovem afirma ainda, que atualmente os problemas se expandiram. “Depois de cinco meses, o que a gente vê é boa parte dos moradores não obedecendo as regras de distanciamento social, uso de máscaras e evitar sair de casa. Minha sugestão é que o poder público passe a fiscalizar mais”, ressalta Elizete.

Com a pandemia a comercialização da produção agroecológica reduziu gerando insegurança as famílias.

Dados sobre impacto da pandemia nas comunidades rurais

A partir de diversos relatos como o de Elizete, a  APA-TO propôs e construiu uma metodologia de ação à distância a fim de acompanhar as comunidades rurais e diminuir os impactos gerados com a pandemia.  A primeira iniciativa da organização, foi decidir, a partir de março deste ano, (início do isolamento social em várias cidades brasileiras), de suspender todas as atividades presenciais junto aos agricultores e as agricultoras familiares acompanhados pela entidade, como medida de prevenção ao COVID-19 e, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de evitar viagens e aglomerações.

A segunda iniciativa, foi realizar um levantamento com o intuito de compreender melhor esse impacto e responder, principalmente, as demandas emergenciais surgidas dos agricultores familiares em decorrência da pandemia. Assim, durante o período de 27 de abril a 15 de maio os representantes das comunidades rurais, os jovens do GT das Juventudes Rurais e do Coletivo da Juventude do MST, responderam via whatsApp, os questionários.

13 comunidades rurais  de  povoados, projetos de assentamento, acampamentos, territórios quilombolas e áreas coletivas de uso da propriedade, responderam o questionário. As comunidades que participaram do levantamento  são dos municípios de São Miguel, Sítio Novo, Axixá, Buriti, Carrasco Bonito, Araguatins e Esperantina.

As comunidades sempre procuraram resistir por meio de manifestações. Nesta pandemia, atos como este não ocorrem mais. (Arquivo – APA-TO)

Nessas comunidades vivem 1.198 famílias, 11% são consideradas do grupo de riscos (são idosos e alguns têm doenças crônicas), um total de 132. De modo geral, as famílias possuem necessidades básicas ou carências, a destacar: dificuldade de acesso a produtos de higiene, falta de alimentos, as pessoas que têm algum tipo de doença não possuem acesso aos medicamentos, além de terem dificuldade de comercializar a produção agroecológica e não terem  acesso ao serviço de saúde.

Os dados do levantamento constataram que neste momento, a maioria das comunidades explica que a produção da safra suprirá no máximo até setembro e, “se preocupam pelo fato de não estarem comercializando a produção em função do fechamento dos mercados institucionais e a suspensão das feiras”, destaca o relatório sistematizado da APA-TO.

O terceiro dado relevante desse questionário, é que 66% das comunidades expõem como um dos grandes desafios, é conter a entrada de pessoas das cidades para usufruir espaços de lazer e de bares nas comunidades. Algo que provoca aglomerações e expõe às famílias rurais aos riscos de contaminação do Covid-19.  Situação destacada por uma das moradoras.

A agricultora de um dos povoados relata que  “nessa pandemia o que mais tem ocorrido é que famílias de cidades vizinhas vêm passar o fim de semana no nosso povoado. A única ação que há da prefeitura é um carro de som que avisa que vai multar quem fizer aglomeração. Mas não há fiscalização e a população também não obedece. Minha sugestão é que tenha fiscalização mais severa”, relata a moradora do povoado de Esperantina.

Em meio à pandemia, as famílias comercializam pouco e buscam alternativas junto as organizações para se manterem.

Inseguranças nas comunidades

Outros fatores de insegurança mais citados: A chegada na comunidade de pessoas de outros estados ou cidades que tenham casos de Covid-19; precariedade das estradas; escassez de água que não permite uma higienização adequada; ausência da visita dos agentes de saúde; dificuldade de conseguir acesso às consultas médicas; pouca atenção da Secretaria de Saúde às comunidades; carência de informações e de assistência dos gestores públicos.

A liderança jovem e um dos responsáveis por aplicar o questionário na comunidade, Antonio Ly, também morador do Projeto de Assentamento Canaã, município de Buriti, expôs a sua percepção após a aplicação do questionário. “O que eu pude perceber é que as famílias têm muitas desconfianças com os poucos insumos de testes que foram disponibilizados para a comunidade. Percebo que além disso, é precária a situação como é feita os testes, pois demora muito sair o resultado. Demora cerca de 10 dias para fazer o exame”, afirma.

O jovem reforça ainda, algo percebido no resultado do levantamento do questionário, que a demora em fazer o exame e os poucos testes disponibilizados às comunidades rurais, também é um dos desafios enfrentados nessa pandemia pelos agricultores. Para ele, as medidas de afrouxamento do isolamento social e o constante aumento de casos de Covid-19 no Tocantins demonstram que as famílias rurais permanecem em uma situação de vulnerabilidade social e com mais possibilidade de contrair a doença.

Além de todas as problemáticas sociais, as famílias não tem infraestrutura e se locomovem com dificuldades devido as péssimas condições das vicinais.

 

Atos de resistência

E em contrapartida e, de modo geral, as comunidades estão desenvolvendo ações de esclarecimento as famílias sobre prevenção ao Covid-19, por meio de conversas individuais, afixando panfletos em locais estratégicos (porta da igreja, sede da associação e tanque de leite) e compartilhando as medidas de prevenção nos status e pelo whatsapp. As principais informações repassadas são: usar máscara e álcool gel; ficar em casa; evitar ir para a cidade; evitar aglomerações; não receber visitas.

Outras iniciativas adotadas é comercializar a produção entre as famílias da comunidade para evitar vender na cidade; suspensão das celebrações e, no acampamento, fechou-se o acesso à comunidade de pessoas de fora da comunidade.

Mesmo diante de tantas alternativas buscadas pelas famílias, os relatos demonstram que os agricultores camponeses, os quilombolas e as quebradeiras de coco não estão sendo assistidas e que somente as medidas comunitárias não são suficientes para diminuir os impactos da pandemia. Enquanto isso, o estado do Tocantins segue na zona vermelha de estados com um dos maiores números de infectados.

Ações de solidariedade entre as comunidades rurais é o que tem motivado e alimentado as famílias em situação de vulnerabilidade social.


Nota Pública: reabertura das atividades turísticas no Jalapão

Palmas, 14 de agosto de 2020.

Fomos surpreendidos com a decisão inconsequente por parte de prefeitos locais em favor de reabertura das atividades turísticas na região do Jalapão em meio à pandemia de Covid-19. Em nota divulgada na tarde de 13 de agosto de 2020, os prefeitos de Mateiros e Ponte Alta do Tocantins anunciaram a autorização para reabertura das atividades turísticas para o dia 05/10/2020. Essa medida descabida acompanha o anúncio também precipitado por parte do prefeito de São Félix do Tocantins, autorizando a retomada do turismo a partir do dia 10 de setembro.  

Nós, da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (Coeqto), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Fórum Jalapão Quilombola e demais apoiadores da mobilização #Jalapão com-vida viemos a público repudiar esta iniciativa que, mais uma vez, insiste em colocar nossas vidas em risco.

Cabe frisar que essa decisão se apoia apenas nos interesses de determinados segmentos empresariais, ao contrário dos anseios da população local. Também frisamos a total ausência de consulta prévia e consentimento informado por parte das comunidades jalapoeiras, desrespeitando, assim, os compromissos assumidos pelo Brasil com a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho.

Por fim, reafirmamos nossa solicitação ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública para que nos auxiliem na luta pela preservação das vidas. Em especial, às comunidades do Jalapão que, além da ameaça da COVID-19, há mais de 300 anos resistem às iniciativas de gestores e empresários que tentam subsidiar seus fundos monetários às custas de vidas negras.

Vidas Quilombolas Importam!

 


Conteúdo relacionado: Geral

Cestas básicas agroecológicas geram renda a agricultores e quebradeiras de coco do Bico do Papagaio

Devido à pandemia, os agricultores estavam sem poder vender a produção agroecológica.

“A importância do projeto, nesse tempo de pandemia, é que veio para beneficiar as quebradeiras de coco, porque como nós tiramos azeite e estávamos com dificuldade de vender nosso produto, agora tivemos a oportunidade de vender. Vendemos o azeite de babaçu para colocar nessas cestas, e vão ajudar muitas famílias que precisam. São produtos de qualidade porque nós trabalhamos de forma agroecológica e sem uso de veneno. Tentamos fazer sempre o melhor para todas as famílias dos assentamentos. Nós temos o maior prazer de estar trabalhando e poder contribuir com as famílias que estão recebendo as cestas”.

O depoimento motivacional de dona Tonilda Araújo da Cunha, moradora do Projeto de Assentamento Santa Cruz, setor Campestre, participante da agricultora familiar, assentada e quebradeira de coco, representa a alegria de centenas de famílias de comunidade rurais, urbanas e quilombolas que vivem na região do Bico do Papagaio. Essas famílias foram beneficiadas com cestas montadas com produtos agroecológicos, entrega ocorreu na sexta (5) e sábado (6).

A ação iniciou no dia 29 de maio e desde então tem sido distribuída a partir da organização da APA-TO. Nessa segunda etapa de entregas, mais 200 famílias foram beneficiadas com os produtos. Os produtos da cesta foram comprados dos próprios agricultores, com o objetivo de proporcionar renda às famílias. Ação foi pensada, a partir do início do isolamento social devido à pandemia.

A entrega de cestas básicas beneficia centenas de agricultores de Araguatins, São Bento e São Sebastião.

Os agricultores foram diretamente impactados com a redução das possibilidades de comercializar a sua produção, pois houve o fechamento das feiras como medida para evitar aglomerações, suspensão das aulas presenciais e que por isso não há compra de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, além da restrição de deslocamento em função da medida do distanciamento social para comercializarem a sua produção na cidade. Iniciativas como esta, contribuem para manter a dinâmica da economia local e evita que agricultores fiquem em situação de vulnerabilidade social.

Com a compra dos produtos agroecológicos, 1200 cestas foram organizadas para serem entregue a 600 famílias, um total de 21 toneladas de alimentos. Dessa vez, as cidades beneficiadas foram Araguatins, São Bento e São Sebastião.  Somam um total de 34 comunidades alcançadas pela atividade.

A ação foi organizada pela ONG APA-TO (Alternativas Para a Pequena Agricultura no Tocantins) em parceria com a Cooperamazônia, Cooaf Bico e Rede Bico Agroecológico, com apoio da B Seguros, Banco BV, COOPERFORTE e Fundação Banco do Brasil. O valor investido para esta atividade, que objetiva o combate à pandemia, é de 146 mil.

Esta foi a segunda etapa de entregas das cestas básicas com produtos agroecológicos.

“Aqui no assentamento trabalho com a produção de azeite, mel e na roça como agricultora. Eu não vou receber a cesta, mas fico feliz que muitas famílias vão poder recebê-la. Essa foi minha contribuição: de vender o azeite e receber também uma verba com a venda desse produto. Para mim é muito importante, eu agradeço muito a APA-TO e a nossa cooperativa, estou muito feliz com a realização desse trabalho. Muito obrigada!”, enfatizou donaTonilda.

Os produtos que compõem as cestas são resultados dos trabalhos desenvolvidos pela agricultura familiar, com exceção dos produtos de higiene essenciais neste período de pandemia. Compõe a cesta os seguintes alimentos: arroz, feijão, azeite de babaçu, farinha branca e d´água (puba), tapioca, macaxeira, inhame, polpas de frutas nativas, amendoim, abóbora, laranja, banana e massa de puba. As famílias recebem ainda um kit de higiene pessoal e material de limpeza, produtos essenciais neste período de pandemia do novo Coronavírus: álcool gel, sabonete, sabão de coco e água sanitária.

“Esse momento é histórico aqui na nossa comunidade. Pela primeira vez estou vendo ser distribuído cestas com vários produtos do agricultor familiar. O produtor está de parabéns, porque encontrou um momento que teve seus produtos valorizados, e isto está sendo apresentado aqui pela APA-TO e outras instituições que formam a Rede Bico. Que bom seria se a gente pudesse estar vendendo sempre os nossos produtos e sendo reconhecidos pelos próprios agricultores”, destacou o Sr. João Batista do Projeto de Assentamento Santa Cruz Setor Quatro Bocas.

As cestas básicas contam com o apoio financeiro da Fundação Banco do Brasil.

O coordenador da Cooaf-Bico, ressaltou ainda que no assentamento muitas pessoas não sabiam que os produtores (agricultores familiar) conseguiriam entregar produtos de qualidade, bem embalados e com boa aceitação. Segundo ele, tudo está sendo e foi bem organizado.

“Não é fácil a gente produzir aqui porque falta recurso, mas com a força de vontade que a gente tem, a gente consegue. Percebo que as pessoas que estão recebendo essas cestas, estão agradecendo e gostando dos produtos. E os produtores estão de parabéns porque puderam vender um pouco da sua produção. As pessoas que receberam estão ficando felizes porque as cestas são boas”, explicou.

Famílias do Projeto de Assentamento Santa Cruz, setor Esquinão, também foram beneficiadas.

 

 

 


Rede Articulação Tocantinense de Agroecologia reúne entidades para avaliação e planejamento de atividades.

A coordenação ampliada da ATA realiza avaliação e planejamento de atividades para 2018.

A coordenação ampliada da Articulação Tocantinense de Agroecologia – ATA, se reuniu em Palmas (TO) no dia 27 de fevereiro, para o primeiro encontro de 2018  com participação de diversas organizações sociais para debater vários pontos de pauta dentre estas a avaliação do III Encontro Tocantinense de Agroecologia realizado no mês de Novembro de 2017 nos dias 23 a 26  na aldeia Cipozal no Território Indígena Apinagé, além de planejar outras atividades a serem executadas neste ano como a participação do Tocantins no IV Encontro Amazônico de Agroecologia (EAMA) e IV Encontro Nacional de Agroecologia(ENA). Dentre as ações previstas, está a realização do IV Encontro Tocantinense de Agroecologia (ETA) em 2018 no Município de Palmas.  SAIBA MAIS »


Conteúdo relacionado: Agroecologia, Eventos, Geral

Próxima página »


Misereor Ford Foundation TFCA Inter America Foundation FBB Cese Brazil Foundation Fundo Amazônia PPP-Ecos Caritas Associação Nacional de Agroecologia Rede Cerrado FAOR Abong DoDesign-s Design & Marketing