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Cooperativismo


Jovens de comunidades rurais do território do Bico do Papagaio participam de curso de cooperativismo

Deu início na última sexta (10) o curso ‘Juventude Cooperativista’. A formação teve como objetivo ensinar os princípios e valores do cooperativismo a partir das experiências vivenciadas pelas comunidades agroextrativistas, com base na vida comunitária e coletiva, além de refletir sobre como promove a solidariedade, o comercio justo e a inclusão produtiva com autogestão, liberdade e controle social, visando o bem comum.

A metodologia do curso está dividida em três eixos: Cooperativismo (nos dias 10 e 11), Educação Financeira (17 e 18) e Eu profissional (24 e 25 de setembro); o último encontro de encerramento será de entrega dos certificados, vai acontecer dia 25 de setembro.

São participantes do curso, cerca de 20 jovens estudantes da Escola Familiar Agrícola do Bico (EFABIP) e membros da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Agricultores Familiares Agroextrativistas e Pescadores Artesanais de Esperantina, a  COOAF-Bico.

O curso acontece no Sindicato dos Trabalhadores Trabalhadoras Rurais (STTR) Regional, em Esperatina. É promovido e organizado pela Escola Família Agrícola do Bico do Papagaio (EFABIP- Pe. Josimo) e Cooperativa de Produção e Comercialização (COOAF-Bico), em parceria com  entidade Alternativas para Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO), com o apoio do Trias, Cresol, MISEREOR e PPP-ECOS.

Na oportunidade os jovens puderam conhecer a COPPALJ (Foto: APA-TO)

Primeiro módulo do curso

Nos primeiros dias do curso ocorridos na última sexta (10) e sábado (11), os jovens participantes do curso interagiram com os coordenadores do módulo Valdener técnico da organização Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (ASSEMA) e Mayk Honnie da APA-TO. A atividade contou ainda com a participação do Antônio Fagno Braga, um jovem que participa desde 2010 da Cooperativa de Pequenos Produtores Agroextrativistas do Lado do Junco e Lago dos Rodrigues, a  COPPALJ  no Maranhão que atende o município e mais 46 comunidades. Ele apresentou como funciona a cooperativa e contou detalhes da experiência.

“Em Lago do Junco temos a cooperativa voltada para implantar as cantinas no município e comunidades do entorno. Principais características das cantinas: administração e é independente. Alinharam os preços entre moradores da comunidade. Melhores condições de comercialização para sócios e não sócios, pois antes variava de 5 a 25%. Os supermercados visam o lucro, na cantina/cooperativa não é isso. É o bem comum”.

Os jovens participantes do curso conheceram mais do papel das juventudes nas cooperativas e como podem participar. (Foto: APA-TO)

Fagno contou ainda que  as cantinas são centros independentes de comercialização nas comunidades, como um mini mercado, geridas pelos próprios cooperados. Nelas a comunidade define o que vai ser vendido. O associado tem direito de propor para as cantinas, mercadorias e melhores condições de trabalho, como por exemplo: Cartão de crédito, débito, já usa.

Além do mini mercado, a cooperativa também trabalha com a produção de óleo e azeite, sabonete e sabão artesanal, todos com o uso da matéria prima, oriundo do extrativismo do babaçu.

Ao final dos dois dias de atividade, jovem Katarina Conceição, do PA Santa Helena  Araguatins e atual presidenta da COOAF-Bico, destacou os pontos positivos de participar de um curso como este.

“Eu gostei muito desse primeiro módulo. Não tinha tanta noção do que era uma cooperativa de crédito, não sabia da sua importância e que pode beneficiar muita gente. Como foi falado que nos bancos convencionais tem umas taxas altas, e já a cooperativa de crédito já é menos juros, ajuda mais e o lucro é dividido. E também aprofundou meus conhecimentos”.

O jovem Erivelton Oliveira afirmou que aprender é sempre bom e aprender sobre cooperativa é melhor ainda a gente conseguir unidade buscar melhorias da comunidade. “Na minha comunidade, não tem associação e estamos nesse processo de criação. Com esse curso, eu posso até aprender coisas sobre cooperativismo. Está sendo muito gratificante está aqui e aprender com vocês”.

A metodologia do curso está dividida em três eixos: Cooperativismo, Educação Financeira e Eu profissional (Foto: APA-TO)


Nota de pesar pelo falecimento dos companheiros José Bertoldo e Maria Gomes

Sentimos profundamente pelo falecimento dos irmãos José Bertoldo e Maria Gomes do PA Sete Barracas. Ambos sempre estiveram presentes na luta pela terra semeando esperança e dignidade no campo. Maria Gomes sempre apoiou e participou da luta das mulheres quebradeiras de coco.

Seu José Bertoldo fundou, ao lado de outros companheiros e companheiras, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de São Miguel, em que esteve como presidente, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins (FETAET), e a APA-TO.

Sua vida se destacou ainda por ter sido o primeiro vereador eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em São Miguel – TO. Deixou um grande legado para nossa entidade e para todas as organizações do Bico do Papagaio, pois desde o início, com seu jeito simples e firme, incentivou e implementou diversas alternativas agroecológicas acreditando que esse é o caminho para agricultura familiar camponesa. Além de sempre lutar pelos direitos e defesa dos/as trabalhadores/as rurais.

Juntos estarão sempre vivos na nossa memória e na história da agricultura familiar do Bico.


21/04/2021

Ação solidária neste momento de pandemia reúne jovens dos municípios de Carrasco Bonito e Esperantina

A agroecologia reúne não só a forma de cultivar, mas também um modo de vida. Na agroecologia todos e todas agricultores/as participam da produção e vivem em comunidade. Dessa forma, o trabalho das juventudes do campo necessita ser reconhecido, pois muitas vezes a contribuição é considerada apenas ‘ajuda’, além de ter pouca participação nas decisões sobre a comercialização dos alimentos.

Porém, desde 2018 alguns jovens têm se organizado em coletivos e buscado mudar essa realidade. A exemplo pode ser citado a ação das juventudes dos municípios de Esperantina e Carrasco Bonito, localizados na região Bico do Papagaio, em que no último domingo, 18, entregaram cestas básicas com produtos agroecológicos cultivados e plantados em suas propriedades e quintais.

A juventude de Carrasco Bonito entregou as cestas básicas com uma faixa em forma de protesto também. (Fotos: GT das Juventudes Rurais)

Segundo o jovem Antony Bryan Silva do Acampamento Pe. Josimo de 14 anos, participante da entrega e produções das cestas básicas, afirma que o cultivo dos alimentos e a entrega são gratificantes e valoriza o trabalho das juventudes em sua comunidade.

“Sou do Coletivo de Juventudes Sementes daqui de Carrasco Bonito e fizemos a entrega das cestas para as famílias que estão precisando e que neste momento estão sem emprego e sem salário para poder sobreviver. O alimento veio todo da roça, sem veneno, sem nada que faça mal, tudo bem plantado e tudo bem colhido. Todos os jovens plantaram e fizemos mutirão pra ajudar a plantar nos momentos de dificuldades. A puba e a farinha juntaram o coletivo todo para poder fazer”, relata.

Juventude de Esperantina realizando a entrega das cestas básicas agroecológicas.

O Coletivo produziu 25 cestas básicas, distribuídas no acampamento Carlos Marighella localizado entre os municípios Araguatins e Augustinópolis e no Carrasco Bonito. “As famílias escolhidas para receber as cestas foram as que os adultos estão desempregados e que vivem em situação de vulnerabilidade social aqui no nosso município. Os produtos quase todos foram cultivados no acampamento de forma agroecológica, alguns cultivados pelas juventudes e outros não. Produzidos pela juventude tinha o feijão, farinha e puba e abobora”, explica Jorge Luís, um dos organizadores da produção e entrega das cestas.

Esta ação realizada pelo Coletivo Sementes estava articulada junto a atividade do 15º Acampamento Pedagógico da Juventude Oziel Alves, do MST.

As famílias que receberam as cestas são as que neste momento os adultos estão sem emprego.

A ação em Esperantina ocorreu também no domingo (18) com a entrega de 20 cestas básicas. Segundo Matheus Indiano o grupo de jovens agroecológicos participante era formado por quatro jovens e uma liderança da COOAF-Bico. Juntos decidiram os produtos que iriam nas cestas e quais famílias iria receber.  “A cesta foi composta por amendoim, tapioca, farinha, milho verde, azeite, macaxeira, abóbora, arroz, além de produtos de higiene necessários neste tempo de pandemia como álcool em gel e sabonete”.

Matheus explica a sua sensação de participar dessa atividade tão necessária neste momento de pandemia. “Muito gratificante participar dessa atividade, uma vez que uma ação como está permite o envolvimento da juventude e ao mesmo tempo demonstra o potencial que a juventude tem para organizar certas ações, para produzir alimentos agroecológico e permite a valorização e a motivação para que haja a sucessão e permanência do jovem no campo, produzindo de forma sustentável e tendo geração de renda”, relata Matheus Indiano.

Estas ações também contaram com a parceria da APA-TO com o apoio do IAF articulada em conjunto com a Campanha de Solidariedade da Rede Bico Agroecológico.

A juventude de Carrasco Bonito seguiu em marchas pelas ruas e entregaram 25 cestas básicas.


17/04/2021

Jovens da comunidade Cento dos Calixtos organiza cestas agroecológicas para entregar as famílias carentes

Jovens da comunidade Olho D’Água, localizado no Cento dos Calixtos, distribuíram na última quinta-feira, dia 15, vinte e três cestas agroecológicas para famílias em situação de vulnerabilidade social residentes do município de São Miguel – TO. Participaram da atividade 19 jovens e cada um puderam colocar nas cestas produtos cultivados em seus quintais e áreas de plantações.

A jovem Mayane Silva Portel uma das integrantes do coletivo das Juventudes dos Calixtos afirma que foi muito gratificante participar dessa ação em que uniu agroecologia, solidariedade e  espírito de equipe. “Participar do coletivo de Juventudes e está nesta ação é muito gratificante para mim porque fizemos cestas básicas para ajudar as famílias carentes, famílias que precisam ser acolhidas e abraçadas por nós. Foi muito bom juntar produtos saudáveis e atitudes solidárias”.

Os jovens se dividiram em equipes e montaram e distribuíram as cestas básicas com produtos agroecológicos. (Fotos:  APA-TO)

A jovem ressalta que os produtos que compunham as cestas foram cultivados pelos jovens da comunidade. “Na cesta tinha verdura, frutas saudáveis e bonitas sem agrotóxicos. Seguimos junto e construído um mundo mais saudável e sem agrotóxicos”.

Uma das beneficiadas foi a Maria Lucia, que mora no município com mais três filhos e o esposo. Ela conta que ela e esposo estão sem trabalhar e que a cesta básica chegou em ‘boa hora’. “Chegou em boa hora porque estava faltando um pouco. Agradeço muito a vocês que trouxeram. O homem faz algumas diárias de serviço e eu não estou trabalhando. Nesses dias nenhum dos dois estão trabalhando”.

Puba, banana, farinha, Azeite de coco babaçu, cheiro-verde, cuxá, mesocarpo, abóbora e polpas de frutas era são os produtos que compuseram as cestas.

Para fazer as cestas os jovens se organizaram dividindo a produção e formando equipes para preparar e entregar. A cesta básica continha um pacote de arroz de cinco quilos, duas garrafas de álcool em gel (os únicos produtos que não eram diretamente da comunidade Olho d’Agua); de produtos agroecológicos cultivados pela juventude tinha: macaxeira, cuxá, cheiro-verde, abóbora, quatro quilos de bananas, mesocarpo, polpa de frutas, puba, azeite de coco babaçu e farinha. A atividade será repetida em mais dois municípios na região do Bico do Papagaio.

23 cestas básicas agroecológicas foram produzidas pelo jovens da comunidade Olho D’Água

Rejane de Oliveira, uma das jovens organizadoras explicou que cada jovem plantou e colheu os produtos que estavam nas cestas. “Cultivamos nos nossos quintais e áreas de plantios aqui daqui de Olho D’Água. Tiramos o cuxá, a macaxeira, produzimos a puba, a farinha, e juntamos cada alimento, até fazer cada cesta. A escolha das famílias que recebeu as cestas foi decidida em coletivo e procuramos entregar para quem estava mais precisando”.

A ação de solidariedade realizada em São Miguel faz parte da Campanha de Solidariedade da Rede Bico Agroecológico que realiza ações desde o ano passado e desta vez está sendo realizada pelas juventudes do campo que também produz e está engajado em ações que minimizem os impactos da pandemia.  A iniciativa acontece em parceria com as Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) e apoio da IAF.

As famílias foram escolhidas pelos próprios jovens.


Mulheres e jovens do Acampamento Pe. Josimo entregam cestas básicas em Carrasco Bonito-TO

“Mulheres pela vida contra a fome e a violência” era o que estava escrito na faixa que representava as mulheres e jovens do Movimento Sem Terra na tarde de quarta-feira (10), agricultores e agricultoras camponeses do Acampamento Padre Josimo, do município de Carrasco Bonito. Juntos entregaram cestas básicas para famílias do munícipio.

Uma lista de famílias que necessitavam dos produtos das cestas foi criada a partir de alguns critérios com o objetivo de ajudar as famílias mais necessitadas. “A escolha das famílias seguiu os critérios de que seriam famílias constituídas por mães solo, ou em que os jovens e os adultos estejam desempregados”, explicou Francinete Batista, mais conhecida como Moça Preta.

As mulheres tiveram a contribuição dos jovens participantes do GT das Juventudes e do Coletivo da Juventude. (Fotos: Daniela Souza/APA-TO)

Ao receberem as cestas as mães chefe de família ressaltaram a importância de receberam as cestas agroecológicas durante este período de pandemia, tão complicado no país. “Atualmente nesta casa mora eu e meu esposo, não tenho filhos. A gente trabalha por conta própria: eu sou manicure e pedicure. A cesta agroecológica vai nos ajudar muito, principalmente porque é uma cesta feita com produtos sem veneno”, afirma Franciane Silva que mora em Carrasco Bonito há dois anos.

As cestas foram montadas com produtos 100% agroecológicos cultivados e colhidos no Acampamento Padre Josimo. “Nas cestas a gente colocou farinha de puba, farinha branca, massa de puba, feijão de dois tipos, raízes de macaxeira, arroz e abóbora, tudo produzido no acampamento Padre Josimo. Esse foi o primeiro ano que fizemos esse tipo de ação.”

Essa foi a primeira vez que as mulheres do MST organizaram a entrega de cestas básicas no município de Carrasco Bonito.

Durante a entrega, uma das integrantes do grupo de artesãs Frida Kahlo do Acampamento entregou uma lembrancinha em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). “Esse lembrancinha é símbolo do grupo de mulheres artesãs Frida Kahlo que nós mesmos produzimos e estamos lhe entregando como presente em virtude do Dia Internacional da Mulher. Essa cestas é com produtos todo cultivado no assentamento pe.Josimo. Não trabalhamos com veneno. Só alimentação saudável”, afirmou Raimunda Costa ao entregar o artesanato.

As mulheres que entregaram as cestas são as mesmas que plantaram, colheram e organizaram as cestas. “Oito mulheres, nossos filhos e alguns jovens nos ajudaram a organizamos as cestas básicas. Durante quatro dias nos dedicamos a montar as cestas e a lista de mulheres e famílias que seriam beneficiadas. Fizemos 30 cestas”, declarou Moça Preta.

O jovem Jorge Luís Lima, que participa do MST há 6 anos e do Coletivo da Juventude e do Grupo de Trabalho (GT) das Juventudes da região do Bico do Papagaio explicou que sempre participa de ações do movimento, mas dessa vez o papel dele foi articular a comunicação com o grupo e as pessoas do município que iria receber a cesta básica.

“Participei de todo o processo para a organização das cestas. No começo ajudei nas reuniões virtuais que elas para uso da tecnologia e assim organizarem a ideia da entrega das cestas; participei da ‘ranca’ de mandioca pra fazer a puba. Tudo desde o início. As famílias foram selecionadas com a contribuição de todas. Elas pensaram em critérios como: ser mãe solo, adultos e jovens da família desempregados.”

 


Ação Solidária que brota do campo: Redes de Agroecologia entregam kits de higiene e cestas básicas

A última semana do mês de agosto foi marcada por uma ação realizada nas comunidades rurais e na cidade por meio da ‘Semana Agroecológica’, em que reuniu organizações e movimentos sociais que compõem a Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA) e a Rede Bico Agroecológico.

Uma das principais ações realizadas durante o evento foi a entrega de kits de higiene e cestas básicas, atividade articulada por organizações que trabalham diretamente com as camponesas, agricultores, quebradeiras de coco, quilombolas e povos indígenas. A ação de solidariedade estão ocorrendo em toda as regiões do estado por meio da ATA, e especificamente, na região do Bico pela Rede Bico Agroecológico contribuindo com as famílias  do campo e da cidade vulneráveis neste período de pandemia.

O estado do Tocantins desde o início confirmou quase 50 mil casos de Covid-19, de acordo com o site ‘Coronavírus Brasil’. Atualmente o estado permanece na zona vermelha de contaminação. E, mesmo com o afrouxamento das medidas de isolamento, as organizações envolvidas propagam que a pandemia ainda não acabou! E para relembrar desse assunto e conscientizar centenas de famílias agricultoras e da cidade, as organizações entregaram não só as cestas básicas, mas também kits de higiene.

Centenas de famílias foram beneficiadas com material de higiene e cestas básicas.

Ações de solidariedade  na região do Bico do Papagaio

Durante todo o mês de julho e agosto foram entregues 747 kits de higiene, 400 doados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e 347 organizados pela APA-TO e a Rede Bico Agroecológico, com o apoio da MISEREOR, IAF e Instituto Dominicano de Justiça e Paz no Brasil.

720 litros de sabão líquido e 1041 máscaras, produzidas pelas quebradeiras de coco e camponesas, foram organizadas dentro dos kits produzidos pela APA-TO. 29 comunidades rurais de 13 municípios (Esperantina, Buriti, Praia Norte, Augustinópolis, Carrasco Bonito, Axixá, Sítio Novo, São Miguel, São Bento, Tocantinópolis, Araguatins, Sampaio e São Sebastião) puderam receber os kits.

Quilombolas, acampados, povos indígenas Apinajés, assentados, pequenos proprietários, quebradeiras de coco e famílias das cidades foram beneficiadas com os kits, totalizando 2988 pessoas das 747 famílias. Dessa forma, vale ressaltar que os camponeses e camponesas têm feito atos de solidariedade em meio à pandemia.

Os kits de higiene tinha sabão líquido, água sanitária, álcool, três máscaras e panfletos informativos sobre autocuidados neste tempo de pandemia.

Durante a Semana Agroecológica, uma live foi realizada com povos e comunidades tradicionais e camponeses.  Maria do Socorro, quebradeira de coco e coordenadora geral da ASMUBIP,  expressou as lutas diárias dos camponeses e explicou as necessidades existentes neste momento de pandemia.

“A solução que nós encontramos na região do Tocantins no combate as grandes empresas do agronegócio, e o projeto MATOPIBA (que é tudo a mesma coisa) é a agroecologia. Produzimos e levamos para o mercado e dissemos esse aqui é o verdadeiro produto que tem segurança e que pode se alimentar com firmeza que não tem agrotóxico. Além da agroecologia produzida sem veneno que sustenta uma coisa com segurança é o meu pé de caju lá da minha roça, é o meu pé de manga, é as minhas palmeiras e os ovos que as minhas galinhas botam. Isso sim é segurança alimentar”.

Segundo ela, segurança alimentar é continuar nessa linha de produção agroecológica. “Continuar a mostrar os nossos produtos agroecológicos para que todo o pessoal que consumir o nosso produto, sentir que o nosso produto é saudável. Embora seja pouquinho, mas é do pouquinho que se vai ao grande. Para o pessoal saber que é outro gosto. Eu não coloco veneno na minha terra por isso meu açude é limpo. Isso sim é saudável e sustentável”, finaliza Maria.

O ato de solidariedade ocorreu durante a Semana Agroecológica.

A Maria do Socorro, relembrou sua participação na Semana Agroecológica e afirma ainda que o momento foi importante porque ela pôde apresentar os trabalhos desenvolvidos pela agricultura familiar, quebradeiras de coco e demais camponeses.

“As contribuições nossas com a APA-TO e também com a ATA e Rede Bico Agroecológico, melhora as nossas atividades. Esses produtos entregues às famílias vêm de origem extrativista e também da agroecologia. É muito importante a gente distribuir cestas de alimentos, são atos de prevenção, pois evita formas de contágio do coronavírus. Por isso preferimos produzir e entregar cestas com os produtos agroecológico”.

O Antônio Barbosa, presidente da ASBB do Projeto de Assentamento Ouro Verde, deixa um recado: “As cestas têm comida, mas também segue um kit de higiene com sabão feito com babaçu e três máscaras, além do álcool gel e água sanitária. Nós não estamos sozinhos. Estamos juntos e unidos no combate a pandemia”.

Indígenas também foram beneficiados, além de quilombolas, quebradeiras de coco e demais comunidades rurais.


Pesquisa aponta impactos do Coronavírus nas Comunidades Rurais do Bico do Papagaio

Impossível pensar em alimentação saudável sem o trabalho da produção agroecológica realizado pelas famílias que vivem nas comunidades rurais. Mas, já  pensaram como este trabalho é tão importante para quem vive no campo e na cidade? E, nesse momento de pandemia, como os agricultores camponeses têm sido afetados diretamente e  quais dificuldades essas famílias e comunidades enfrentam?

Para saber dessas e demais informações do que está acontecendo com as famílias agricultoras durante este período de pandemia, moradoras e moradores de três comunidades rurais relataram os desafios encontrados e falaram como o poder público pode contribuir diretamente com os camponeses.

Elizete da Costa Souza é residente do povoado de Juverlândia, município de Sítio Novo. Segundo ela, o impacto da pandemia começou no momento em que as famílias não puderam mais comercializar as produções agroecológicas. “Com a pandemia, as feiras que as pessoas vendiam os produtos fecharam. As escolas que eram um dos principais compradores para a alimentação escolar, também pararam. Mas aos poucos, a gente começou a ver outras possibilidades por meio de parcerias com as organizações”.

A jovem afirma ainda, que atualmente os problemas se expandiram. “Depois de cinco meses, o que a gente vê é boa parte dos moradores não obedecendo as regras de distanciamento social, uso de máscaras e evitar sair de casa. Minha sugestão é que o poder público passe a fiscalizar mais”, ressalta Elizete.

Com a pandemia a comercialização da produção agroecológica reduziu gerando insegurança as famílias.

Dados sobre impacto da pandemia nas comunidades rurais

A partir de diversos relatos como o de Elizete, a  APA-TO propôs e construiu uma metodologia de ação à distância a fim de acompanhar as comunidades rurais e diminuir os impactos gerados com a pandemia.  A primeira iniciativa da organização, foi decidir, a partir de março deste ano, (início do isolamento social em várias cidades brasileiras), de suspender todas as atividades presenciais junto aos agricultores e as agricultoras familiares acompanhados pela entidade, como medida de prevenção ao COVID-19 e, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de evitar viagens e aglomerações.

A segunda iniciativa, foi realizar um levantamento com o intuito de compreender melhor esse impacto e responder, principalmente, as demandas emergenciais surgidas dos agricultores familiares em decorrência da pandemia. Assim, durante o período de 27 de abril a 15 de maio os representantes das comunidades rurais, os jovens do GT das Juventudes Rurais e do Coletivo da Juventude do MST, responderam via whatsApp, os questionários.

13 comunidades rurais  de  povoados, projetos de assentamento, acampamentos, territórios quilombolas e áreas coletivas de uso da propriedade, responderam o questionário. As comunidades que participaram do levantamento  são dos municípios de São Miguel, Sítio Novo, Axixá, Buriti, Carrasco Bonito, Araguatins e Esperantina.

As comunidades sempre procuraram resistir por meio de manifestações. Nesta pandemia, atos como este não ocorrem mais. (Arquivo – APA-TO)

Nessas comunidades vivem 1.198 famílias, 11% são consideradas do grupo de riscos (são idosos e alguns têm doenças crônicas), um total de 132. De modo geral, as famílias possuem necessidades básicas ou carências, a destacar: dificuldade de acesso a produtos de higiene, falta de alimentos, as pessoas que têm algum tipo de doença não possuem acesso aos medicamentos, além de terem dificuldade de comercializar a produção agroecológica e não terem  acesso ao serviço de saúde.

Os dados do levantamento constataram que neste momento, a maioria das comunidades explica que a produção da safra suprirá no máximo até setembro e, “se preocupam pelo fato de não estarem comercializando a produção em função do fechamento dos mercados institucionais e a suspensão das feiras”, destaca o relatório sistematizado da APA-TO.

O terceiro dado relevante desse questionário, é que 66% das comunidades expõem como um dos grandes desafios, é conter a entrada de pessoas das cidades para usufruir espaços de lazer e de bares nas comunidades. Algo que provoca aglomerações e expõe às famílias rurais aos riscos de contaminação do Covid-19.  Situação destacada por uma das moradoras.

A agricultora de um dos povoados relata que  “nessa pandemia o que mais tem ocorrido é que famílias de cidades vizinhas vêm passar o fim de semana no nosso povoado. A única ação que há da prefeitura é um carro de som que avisa que vai multar quem fizer aglomeração. Mas não há fiscalização e a população também não obedece. Minha sugestão é que tenha fiscalização mais severa”, relata a moradora do povoado de Esperantina.

Em meio à pandemia, as famílias comercializam pouco e buscam alternativas junto as organizações para se manterem.

Inseguranças nas comunidades

Outros fatores de insegurança mais citados: A chegada na comunidade de pessoas de outros estados ou cidades que tenham casos de Covid-19; precariedade das estradas; escassez de água que não permite uma higienização adequada; ausência da visita dos agentes de saúde; dificuldade de conseguir acesso às consultas médicas; pouca atenção da Secretaria de Saúde às comunidades; carência de informações e de assistência dos gestores públicos.

A liderança jovem e um dos responsáveis por aplicar o questionário na comunidade, Antonio Ly, também morador do Projeto de Assentamento Canaã, município de Buriti, expôs a sua percepção após a aplicação do questionário. “O que eu pude perceber é que as famílias têm muitas desconfianças com os poucos insumos de testes que foram disponibilizados para a comunidade. Percebo que além disso, é precária a situação como é feita os testes, pois demora muito sair o resultado. Demora cerca de 10 dias para fazer o exame”, afirma.

O jovem reforça ainda, algo percebido no resultado do levantamento do questionário, que a demora em fazer o exame e os poucos testes disponibilizados às comunidades rurais, também é um dos desafios enfrentados nessa pandemia pelos agricultores. Para ele, as medidas de afrouxamento do isolamento social e o constante aumento de casos de Covid-19 no Tocantins demonstram que as famílias rurais permanecem em uma situação de vulnerabilidade social e com mais possibilidade de contrair a doença.

Além de todas as problemáticas sociais, as famílias não tem infraestrutura e se locomovem com dificuldades devido as péssimas condições das vicinais.

 

Atos de resistência

E em contrapartida e, de modo geral, as comunidades estão desenvolvendo ações de esclarecimento as famílias sobre prevenção ao Covid-19, por meio de conversas individuais, afixando panfletos em locais estratégicos (porta da igreja, sede da associação e tanque de leite) e compartilhando as medidas de prevenção nos status e pelo whatsapp. As principais informações repassadas são: usar máscara e álcool gel; ficar em casa; evitar ir para a cidade; evitar aglomerações; não receber visitas.

Outras iniciativas adotadas é comercializar a produção entre as famílias da comunidade para evitar vender na cidade; suspensão das celebrações e, no acampamento, fechou-se o acesso à comunidade de pessoas de fora da comunidade.

Mesmo diante de tantas alternativas buscadas pelas famílias, os relatos demonstram que os agricultores camponeses, os quilombolas e as quebradeiras de coco não estão sendo assistidas e que somente as medidas comunitárias não são suficientes para diminuir os impactos da pandemia. Enquanto isso, o estado do Tocantins segue na zona vermelha de estados com um dos maiores números de infectados.

Ações de solidariedade entre as comunidades rurais é o que tem motivado e alimentado as famílias em situação de vulnerabilidade social.


Articulação Tocantinense de Agroecologia realiza a “Semana agroecológica” dias 17 a 21 de agosto

 

Com a pandemia, diversas comunidades do campo e da cidade do estado do Tocantins estão passando por dificuldades com a falta de renda e aumento de pessoas doentes com a covid 19. Em ato de solidariedade as comunidades do campo, a Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA), em conjunto com diversas organizações e movimentos sociais do campo e da cidade, organizam a Semana agroecológica: Saberes agroecológicos tecendo vidas e resistências nos territórios no enfrentamento a pandemia, na semana dos dias 17 a 21 de agosto.

De segunda feira (17) a quinta feira (20), haverá doações de cestas básicas e kits de higiene as famílias indígenas do povo Apinajé, acampados e ocupantes de áreas de conflitos agrários na região Tocantinópolis, Araguaína e Palmas. Os alimentos que compõe as cestas básicas, são produtos agroecológicos doados pelas famílias assentadas da reforma agrária e quebradeiras de coco babaçu.

E na sexta feira (21), a partir das 19h, haverá a Live Roda de Conversa dos Povos do Campo: Saberes agroecológicos tecendo vidas e resistências nos territórios no enfrentamento a pandemia. Contando com a participação de representantes dos povos quilombolas, indígenas, sem terras, como também, a participação de Maria Emília Pacheco, representante do Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar e Nutricional (FBSSAN) e Laudovina Pereira, representante do Conselho Missionário Indigenista (CIMI). A Live será transmitida canal Resistência Contemporânea no YouTube e pelos Facebooks da CPT Araguaia-Tocantins e APA-TO.

Um dos objetivos da semana é mobilizar ações de solidariedade das organizações e movimentos sociais que compõe a ATA para com as famílias do campo que se encontram em situação de vulnerabilidade, carência de alimentos e materiais de higiene. Também visa dialogar com a população da cidade sobre a importância da agricultura familiar, além de, dar visibilidade as experiências agroecológicas desenvolvidas nos territórios pelos indígenas, assentados, quilombolas, posseiros, quebradeiras de coco babaçu e atingidos por barragens.

Para enfrentar a pandemia, só com comida de verdade e agroecologia no campo e na cidade!

 


Produção agroecológica de sabão líquido destaca autonomia de mulheres camponesas que vivem na região do Bico do Papagaio

As mulheres camponesas tem se organizado e trabalhado diariamente para que suas produção chegue à famílias em situação de vulnerabilidade social

Desde o início da pandemia as mulheres camponesas têm se destacado na produção agroecológica ao lado de suas famílias e os jovens das comunidades rurais. Azeite de babaçu, farinha, arroz, feijão, farinha branca e puba, tapioca, macaxeira, inhame, polpas de frutas nativas, amendoim, abóbora, laranja, banana e massa de puba foram produzidos   para compor 1200 cestas básicas agroecológicas, doadas para as famílias em situação de vulnerabilidade social neste período de pandemia.

A ação de solidariedade mobilizou uma segunda atividade de ajuda às famílias: as mulheres agricultoras produziram materiais para compor os kits de higiene e limpeza, que serão doados neste mês de agosto. Elas têm se esforçado para manter a produção agroecológica nesse período de pandemia e, além de fazerem as inúmeras atividades domésticas, procuram manter, nesse período, continuar com o trabalho de produzir e comercializar produtos agroecológicos, com o objetivo de garantir que os alimentos saudáveis e os materiais de proteção cheguem às famílias do campo e da cidade.

O período de pandemia tem mobilizado as quebradeiras de coco a realizarem ações de solidariedade

Produção e depoimentos

Com a parceria da APA-TO e da Rede Bico Agroecológico as quebradeiras de coco produziram 720 litros de sabão líquido e 1041 máscaras para compor os kits de higiene, proporcionando as mulheres quebradeira de coco autonomia financeira, valorização do seu saber e fortalecimento do vínculo de solidariedade entre o campo e a cidade.

“Eu sou Conceição, moro aqui na comunidade Sumaúma, povoado do município de Sitio Novo, estamos embalando o sabão líquido que a gente já vem fazendo. Esse trabalho é um meio que a gente encontrou de se inserir no mercado, ainda com muita dificuldade, mas é uma forma da gente está ajudando as outras famílias e comunidades no combate ao Covid-19”.

Ela explica que o sabão líquido é feito com azeite de babaçu, e misturam com a soda caustica e álcool. “É uma forma da gente está tentando aumentar nossa renda familiar. Nós precisamos reconhecer que, como nós somos agricultoras familiares precisamos viver daquilo que a gente produz, mas também, é uma alternativa para superar esse momento de pandemia. É uma forma também de estar levando o nosso trabalho as outras pessoas que ainda necessitam mais da contribuição e da cooperação e solidariedade de outros”.

As mulheres e suas famílias se mobilizaram em uma grande corrente de solidariedade neste período de pandemia.

“Fizemos esse sabão, e em seguida faremos a doação dos kits de higiene para as famílias. Porque vai servir para lavar as mascarás, lavar bem as mãos e assim contribuímos para que todo mundo viva bem porque essa epidemia é coisa muito ruim. Mas nós estamos juntos, e todo mundo junto, venceremos toda essa tribulação, Por isso eu me sinto muito feliz de poder contribuir com esse produto que vai um pouquinho para cada família, e de cada coisa que aprendi no dia a dia com cada família aqui no povoado”, reforça a quebradeira de coco, Maria do Socorro Cardoso Conceição, moradora do Povoado Grotão, município localizado em Axixá.

A Maria do Socorro, participante da Associação de Moradores, ressalta que sempre trabalhou contribuindo nessa comunidade e para ela é um prazer realizar atividades agroecológicas que ajude mais famílias nessa pandemia. “Já tem 36 anos que moro aqui. Sou muito feliz e o que eu puder fazer eu vou fazer para contribuir com cada um nessa comunidade, e pelas outras comunidades também”.

Mais de  700 litros de sabão líquido foram produzidos gerando renda para as agricultoras e quebradeiras de coco

 


Núcleo de apicultores promove capacitação sobre apicultura para jovens do Projeto de Assentamento Santa Cruz

No último sábado (25) foi realizado pelo núcleo de apicultores do Setor Retiro, com o apoio da APA-TO, um momento de capacitação em apicultura básica para os/as jovens iniciantes do Projeto de Assentamento Santa Cruz dos Setores Retiro, Sede e São Félix, em resposta a demanda de 11 jovens (destes, duas são mulheres). Uma iniciativa que serviu para fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia em meio à pandemia.

Com uso de máscaras, álcool gel e com todos os cuidados necessários recomendados pelas autoridades de saúde, os jovens iniciantes na atividade apícola, receberam os ensinamentos com as contribuições de apicultores experientes da comunidade. “Consideramos que contribuirá tanto para a capacitação da juventude como para a troca de conhecimento geracional”, explica a assessora técnica da APA-TO.

Os jovens participantes receberam ainda alguns equipamentos básicos, como: macacão, caixa de abelha padrão, fumegador, luvas e cera alveolada para iniciarem a  atividade. “Quem trabalha com apicultura não usa veneno e trabalha com o plantio de plantas para aumentar a florada. Além de preservar as reservas que geralmente são destinadas para serem os apiários (local próprio para criação de abelhas). A atividade é também uma fonte de alimento e renda”.

A atividade contribuiu para fortalecer a organização e a  produção agroecológica na comunidade com o envolvimento de novos jovens

O Francisco Cláudio, apicultor do Projeto de Assentamento Santa Cruz, Setor São Félix, ressaltou a importância da atividade. “É importante que os jovens estejam se envolvendo com esses trabalhos de apicultura porque é um trabalho que vai além de gerar renda para as famílias. Ajuda também a gente estar olhando o nosso meio ambiente que se encontra hoje num período de degradação”.

O agricultor reforçou ainda que é uma satisfação grande contribuir para a formação dos jovens da comunidade. “Assim despertam o interesse nessa nossa natureza. Tira renda sem precisar derrubar. Para mim, é uma importância muito grande e espero que durante este e outros anos possamos desenvolver mais trabalhos, e eu vou estar aqui sempre disponível. Eu sempre vou estar disponível para contribuir nesse trabalho de apicultura na região”.

Apesar dos desafios neste tempo de pandemia, a comunidade tem se mobilizado para dar continuidade à produção

Outro apicultor que contribuiu na capacitação da juventude, foi seu Raimundo Carvalho do Setor Retiro. Ele viu nesta ação uma oportunidade de os jovens continuarem o percurso da produção agroecológica.

“Para mim a apicultura é muito importante. Por um lado, tem a agroecologia que a gente vai proteger mais o meio ambiente. O outro lado bom, é que vamos ajudar e incentivar os jovens, e eles contribuem muito com o trabalho da gente. Porque os jovens precisam ser inseridos nesse movimento que nós estamos levantando de novo e contribui com a nossa comunidade”, expõe Raimundo.

A apicultura é um das principais produções agroecológicas das comunidades rurais.

O jovem Ítalo, do setor São Félix, coloca que a apicultura no Setor Retiro veio para ensinar mais. Para ele, a prática da apicultura é comum nos dois setores do assentamento e demais comunidades vizinhas, além de ser muito importante na região do Bico do Papagaio.

“Pois com este encontro a gente troca conhecimento com as comunidades sobre essa prática e aprimora mais nossos conhecimentos sobre a prática da apicultura. Com isso, eu me interessei a participar de um grupo, para poder aprimorar mais meus conhecimentos e trabalhar em sintonia com as abelhas e fazer um pouco de renda familiar”, destaca.

Ítalo ressalta a relevância da atividade em grupo. “Esse grupo é muito importante aqui porque tem muita gente como eu que quer fazer um curso desse e não tem oportunidade. Fazendo o curso posso ter o conhecimento para passar as pessoas que querem aprender sobre essa prática – passar ensinamentos de como é feito e captura de abelhas, criação de mel. O curso é muito beneficente aqui para nós e todo o setor da Santa Cruz”, afirma Ítalo.

Com todos os cuidados recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os/as agricultores/as puderam realizar a formação.


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