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Agricultura familiar


Núcleo de apicultores promove capacitação sobre apicultura para jovens do Projeto de Assentamento Santa Cruz

No último sábado (25) foi realizado pelo núcleo de apicultores do Setor Retiro, com o apoio da APA-TO, um momento de capacitação em apicultura básica para os/as jovens iniciantes do Projeto de Assentamento Santa Cruz dos Setores Retiro, Sede e São Félix, em resposta a demanda de 11 jovens (destes, duas são mulheres). Uma iniciativa que serviu para fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia em meio à pandemia.

Com uso de máscaras, álcool gel e com todos os cuidados necessários recomendados pelas autoridades de saúde, os jovens iniciantes na atividade apícola, receberam os ensinamentos com as contribuições de apicultores experientes da comunidade. “Consideramos que contribuirá tanto para a capacitação da juventude como para a troca de conhecimento geracional”, explica a assessora técnica da APA-TO.

Os jovens participantes receberam ainda alguns equipamentos básicos, como: macacão, caixa de abelha padrão, fumegador, luvas e cera alveolada para iniciarem a  atividade. “Quem trabalha com apicultura não usa veneno e trabalha com o plantio de plantas para aumentar a florada. Além de preservar as reservas que geralmente são destinadas para serem os apiários (local próprio para criação de abelhas). A atividade é também uma fonte de alimento e renda”.

A atividade contribuiu para fortalecer a organização e a  produção agroecológica na comunidade com o envolvimento de novos jovens

O Francisco Cláudio, apicultor do Projeto de Assentamento Santa Cruz, Setor São Félix, ressaltou a importância da atividade. “É importante que os jovens estejam se envolvendo com esses trabalhos de apicultura porque é um trabalho que vai além de gerar renda para as famílias. Ajuda também a gente estar olhando o nosso meio ambiente que se encontra hoje num período de degradação”.

O agricultor reforçou ainda que é uma satisfação grande contribuir para a formação dos jovens da comunidade. “Assim despertam o interesse nessa nossa natureza. Tira renda sem precisar derrubar. Para mim, é uma importância muito grande e espero que durante este e outros anos possamos desenvolver mais trabalhos, e eu vou estar aqui sempre disponível. Eu sempre vou estar disponível para contribuir nesse trabalho de apicultura na região”.

Apesar dos desafios neste tempo de pandemia, a comunidade tem se mobilizado para dar continuidade à produção

Outro apicultor que contribuiu na capacitação da juventude, foi seu Raimundo Carvalho do Setor Retiro. Ele viu nesta ação uma oportunidade de os jovens continuarem o percurso da produção agroecológica.

“Para mim a apicultura é muito importante. Por um lado, tem a agroecologia que a gente vai proteger mais o meio ambiente. O outro lado bom, é que vamos ajudar e incentivar os jovens, e eles contribuem muito com o trabalho da gente. Porque os jovens precisam ser inseridos nesse movimento que nós estamos levantando de novo e contribui com a nossa comunidade”, expõe Raimundo.

A apicultura é um das principais produções agroecológicas das comunidades rurais.

O jovem Ítalo, do setor São Félix, coloca que a apicultura no Setor Retiro veio para ensinar mais. Para ele, a prática da apicultura é comum nos dois setores do assentamento e demais comunidades vizinhas, além de ser muito importante na região do Bico do Papagaio.

“Pois com este encontro a gente troca conhecimento com as comunidades sobre essa prática e aprimora mais nossos conhecimentos sobre a prática da apicultura. Com isso, eu me interessei a participar de um grupo, para poder aprimorar mais meus conhecimentos e trabalhar em sintonia com as abelhas e fazer um pouco de renda familiar”, destaca.

Ítalo ressalta a relevância da atividade em grupo. “Esse grupo é muito importante aqui porque tem muita gente como eu que quer fazer um curso desse e não tem oportunidade. Fazendo o curso posso ter o conhecimento para passar as pessoas que querem aprender sobre essa prática – passar ensinamentos de como é feito e captura de abelhas, criação de mel. O curso é muito beneficente aqui para nós e todo o setor da Santa Cruz”, afirma Ítalo.

Com todos os cuidados recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os/as agricultores/as puderam realizar a formação.


16/07/2020

Jovens de comunidades rurais se articulam para permanência no campo e manter a produção agroecologia

Os jovens tem se organizado e buscam diariamente alternativas para manter a produção agroecológica

Pensar em juventudes do campo é desafiador nestes tempos que ameaçam às políticas públicas e as perdas de direitos básicos. Por não haver tanto apoio no meio rural para as famílias, os jovens procuram outras alternativas de trabalho na cidade, o que prejudica significativamente a produção agroecológica, tão necessária para o país.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) os dados apontam que em 2017 jovens brasileiros correspondia então à 23,4% do total da população. Informações do Censo Demográfico de 2010 apontaram a existência de 8 milhões de jovens rurais no Brasil. Sendo assim, considerando o total de 51 milhões de jovens brasileiros à época (23,4%), a juventude rural compreendia cerca de 15,7% da juventude brasileira.

Porém, ainda em dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017 aponta o envelhecimento da população rural brasileira, e o censo agropecuário anterior (2006), indicaram que 17,52% dos agricultores tinham mais de 65 anos. Esta proporção aumentou para 21,4% em 2017.

A produção agroecológica na comunidade permanece ativa nestes tempos de pandemia.

Em 2019, a APA-TO realizou uma pesquisa para compreender os sonhos das juventudes rurais e construir junto com a juventude caminhos para a sua permanência no campo, por meio de questionário e rodas de conversas.    Participaram da pesquisa 245 jovens quilombolas, quebradeiras de coco, acampados e assentados de 44 comunidades rurais

Segundo a pesquisa, as condições de trabalho para as juventudes rurais no Bico de Papagaio, assim como no cenário brasileiro, não são fáceis. “Há informalidade, desemprego, trabalho precário. Ainda existe uma desvalorização do papel dos jovens e das jovens, e sua atuação não é considerada trabalho, apenas ajuda”.

Mesmo diante de todas as dificuldades, as juventudes das comunidades rurais do Bico do Papagaio resistem por meio da produção agroecologia, algo pontuado no levantamento da APA-TO. “Produzir no campo, cuidar da natureza e promover saúde e bem-estar para toda a comunidade. Informam ainda, que 51,9% dos jovens produz sem agrotóxicos e 74,2% considera a produção agroecológica melhor”.

O azeite de coco babaçu e as hortaliças são um dos principais produtos de comercialização das famílias

Resistência

O Território do Bico do Papagaio – TO é um exemplo de como as juventudes rurais tem sido prejudicada com a perda de direitos, mas que resistem, buscando alternativas para se manter no campo. A jovem agricultora e quebradeira de coco da comunidade de Olho D’Água, município de São Miguel, Maria Divina Paixão, de 28 anos, casada e mãe de dois filhos, afirma que organização da produção agroecológica, neste período de pandemia, tem sido feita com o envolvimento de todas as famílias da comunidade.

“Neste período de pandemia o azeite de coco babaçu tem sido o nosso principal produto agroecológico. É a maior procura do momento. A APATO tem nos ajudado muito com a venda do azeite de coco babaçu. Da última vez, vendemos 316 litros de azeite de coco babaçu para colocar na cesta agroecológica distribuídas às famílias que mais precisam na pandemia”, relata.

O jovem agricultor Leonardo Santos, 22, casado e pai de um filho, também da comunidade Olho D´Água, explica que apesar das inúmeras dificuldades, ele participa de duas iniciativas que mobbilizam jovens das comunidades rurais. “Temos dificuldade de permanecer no campo junto com nossas famílias. Mas nós resistimos. Tenho participado do curso ‘Jovens semeando agroecologia’, iniciado em agosto de 2019 e criamos o Coletivo da Juventude dos Calistos. Com essas duas ações temos motivado a juventude em contribuir com a produção agroecológica”.

Os jovens contribuem diretamente com a produção agroecológica

Maria e Leonardo ressaltam que as ações de intervenção têm mobilizado a juventude da comunidade, desde a produção até a comercialização, que agora já podem vender em feiras do município de São Miguel. Porém neste período de pandemia, as feiras foram suspensas, mas mesmo assim as famílias ainda conseguem vender na banquinha da comunidade instalada na cidade ou entregar alguns produtos para as pessoas que solicitarem.

A produção principal das famílias da comunidade de Olho D´Água são os cultivos de horta, milho, mandioca, banana, caju, cupuaçu e azeite de coco babaçu. Leonardo relatou que antes da pandemia, a população de São Miguel comprava diretamente os produtos agroecológicos de Olho D’Água “por não ter uso de veneno [agrotóxicos]”.

Os jovens relatam seus sonhos em meio aos inúmeros desafios que devem ser enfrentados dia a dia: “Ter uma escola pública para as crianças e adolescentes, que haja mais valorização do trabalho desenvolvidos pelos camponeses e que as autoridades criem outras formas de comercializar a produção agroecológica”.

Uma das solicitações das mães jovens das comunidades rurais é que tenha no território uma escola pública para seus filhos


14/06/2020

Em meio à pandemia, produção agroecológica vira cestas básicas para alimentar famílias do Tocantins

Famílias do Projeto de Assentamento (PA) Santa Helena receberam as cestas básicas com produtos agroecológicos

A agroecologia é vida e geram produções de alimentos que visam o bem-estar e a conservação da biodiversidade. É a promoção sustentável da agricultura, sem o uso de contaminantes e que contribuem diretamente para o acesso à alimentos saudáveis para a sociedade.   Essa é a luta diária de centenas de agricultores familiares de comunidades rurais, quilombolas e quebradeiras de coco da região do Bico do Papagaio.

Atualmente no país o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) liberou, somente de janeiro 2019 a maio de 2020, 551 agrotóxicos (uma média de liberação de dois por dia). No entanto, em meio à pandemia, ato de resistência ocorrem diariamente a partir da distribuição de cestas básicas com produtos agroecológicos, produzidos por agricultores familiares.

Nesta última etapa 200 famílias foram beneficiadas, dos municípios de Axixá, São Bento, São Sebastião, Araguatins e Esperantina

A exemplo, pode ser citado a última ação da Alternativas para Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) que ao lado de assentados, quebradeiras de coco, quilombolas e agricultores organizados na Cooperamazonia e na  COOAF-Bico , resolveram distribuir cestas básicas a centenas de outras famílias que estavam sem alimentação nesse período de pandemia.

A presidenta da Cooperativa de Produção e Comercialização (COOAF-Bico), de Esperantina, Maria Senhora Carvalho da Silva, relata que a ação foi oportuna e que as organizações APA-TO e a Rede Agroecológica contribuíram de forma significativa com as famílias da região do Bico do Papagaio. “É uma ação muito e que realmente chegou na hora certa que nós precisávamos. Chegou na hora que todos aqui precisavam vender suas produções, e ajudou muito aqueles que estão recebendo e aqueles que venderam os produtos da agricultura familiar”.

Famílias da Comunidade Santa Luzia também foram beneficiadas

Maria ressalta ainda que a ação foi muito válida e todos ficaram muito gratos tanto das ações da organização da Rede Bico, quanto das ações dos agricultores ajudar uns aos outros. “Foi uma boa hora que serviu para as organizações e comunidades. Foi importante para refletir que só vai ter uma comercialização justa, se tiver organização da produção: desde a organização até a comercialização. Foi muito bom esse acontecimento”, explica.

Nessa terceira e última etapa de entregas, 200 famílias beneficiadas, dos municípios de Axixá, São Bento, São Sebastião, Araguatins e Esperantina. O Morador do Projeto de Assentamento Santa Cruz 2 (município de Araguatins), o jovem Matheus Santos Filho, técnico em agroecologia, expressou seus agradecimentos relembrando todas as suas vivências no assentamento.

A ação beneficiou agricultores familiares e comunidades em situação de vulnerabilidade social

“Sou filho de agricultor, me considero um jovem agricultor no campo que mora no campo, e permaneço trabalhando. A partir da ação da Fundação do Banco do Brasil, juntamente com a APA-TO e a Rede Bico eu fui um jovem que foi beneficiado, tendo a oportunidade de vender os produtos produzidos da propriedade dos meus avós, produtos completamente agroecológicos”.

Segundo ele, uma ação dessas motivam mais os jovens a permanecer no campo, trabalhando de forma sustentável e dando continuidade a sucessão rural. “É muito importante uma ação como esta porque incentiva o jovem cada vez permanecer e lutar por direitos iguais e além disso contribuir com diversas pessoas que estão necessitando de alimentos, pois muitas famílias tiveram dificuldades diante da pandemia. Além disso, são produtos agroecológicos, significa que está garantindo um alimento de qualidade na mesa de diversas pessoas que estão sem alimento e que agora estão sendo beneficiados com esses alimentos sem uso de agrotóxicos”.

Ressaltou ainda que a maioria desses alimentos que são consumidos são produzidos pela agricultura familiar, porém as pessoas não veem e não é muito divulgado. “Várias pessoas acham que tudo vem do agronegócio. É muito importante mostrar o quanto a nossa região tem um grande potencial. Tem agricultores que produzem de forma sustentável, e sua produção podem chegar à mesa de milhares de brasileiros”, conclui Matheus.

A APA-TO contou com o apoio da Fundação Banco do Brasil e organizações da Rede Bico Agroecológica e MST

Fotos: APA-TO e MST

Saiba mais como foi as etapas anteriores e como realizar suas doações à Fundação Banco do Brasil (FBB).

Conheça a Rede Bico Agroecológica e demais parceiros da APA-TO. 


7/06/2020

Cestas básicas agroecológicas geram renda a agricultores e quebradeiras de coco do Bico do Papagaio

Devido à pandemia, os agricultores estavam sem poder vender a produção agroecológica.

“A importância do projeto, nesse tempo de pandemia, é que veio para beneficiar as quebradeiras de coco, porque como nós tiramos azeite e estávamos com dificuldade de vender nosso produto, agora tivemos a oportunidade de vender. Vendemos o azeite de babaçu para colocar nessas cestas, e vão ajudar muitas famílias que precisam. São produtos de qualidade porque nós trabalhamos de forma agroecológica e sem uso de veneno. Tentamos fazer sempre o melhor para todas as famílias dos assentamentos. Nós temos o maior prazer de estar trabalhando e poder contribuir com as famílias que estão recebendo as cestas”.

O depoimento motivacional de dona Tonilda Araújo da Cunha, moradora do Projeto de Assentamento Santa Cruz, setor Campestre, participante da agricultora familiar, assentada e quebradeira de coco, representa a alegria de centenas de famílias de comunidade rurais, urbanas e quilombolas que vivem na região do Bico do Papagaio. Essas famílias foram beneficiadas com cestas montadas com produtos agroecológicos, entrega ocorreu na sexta (5) e sábado (6).

A ação iniciou no dia 29 de maio e desde então tem sido distribuída a partir da organização da APA-TO. Nessa segunda etapa de entregas, mais 200 famílias foram beneficiadas com os produtos. Os produtos da cesta foram comprados dos próprios agricultores, com o objetivo de proporcionar renda às famílias. Ação foi pensada, a partir do início do isolamento social devido à pandemia.

A entrega de cestas básicas beneficia centenas de agricultores de Araguatins, São Bento e São Sebastião.

Os agricultores foram diretamente impactados com a redução das possibilidades de comercializar a sua produção, pois houve o fechamento das feiras como medida para evitar aglomerações, suspensão das aulas presenciais e que por isso não há compra de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, além da restrição de deslocamento em função da medida do distanciamento social para comercializarem a sua produção na cidade. Iniciativas como esta, contribuem para manter a dinâmica da economia local e evita que agricultores fiquem em situação de vulnerabilidade social.

Com a compra dos produtos agroecológicos, 1200 cestas foram organizadas para serem entregue a 600 famílias, um total de 21 toneladas de alimentos. Dessa vez, as cidades beneficiadas foram Araguatins, São Bento e São Sebastião.  Somam um total de 34 comunidades alcançadas pela atividade.

A ação foi organizada pela ONG APA-TO (Alternativas Para a Pequena Agricultura no Tocantins) em parceria com a Cooperamazônia, Cooaf Bico e Rede Bico Agroecológico, com apoio da B Seguros, Banco BV, COOPERFORTE e Fundação Banco do Brasil. O valor investido para esta atividade, que objetiva o combate à pandemia, é de 146 mil.

Esta foi a segunda etapa de entregas das cestas básicas com produtos agroecológicos.

“Aqui no assentamento trabalho com a produção de azeite, mel e na roça como agricultora. Eu não vou receber a cesta, mas fico feliz que muitas famílias vão poder recebê-la. Essa foi minha contribuição: de vender o azeite e receber também uma verba com a venda desse produto. Para mim é muito importante, eu agradeço muito a APA-TO e a nossa cooperativa, estou muito feliz com a realização desse trabalho. Muito obrigada!”, enfatizou donaTonilda.

Os produtos que compõem as cestas são resultados dos trabalhos desenvolvidos pela agricultura familiar, com exceção dos produtos de higiene essenciais neste período de pandemia. Compõe a cesta os seguintes alimentos: arroz, feijão, azeite de babaçu, farinha branca e d´água (puba), tapioca, macaxeira, inhame, polpas de frutas nativas, amendoim, abóbora, laranja, banana e massa de puba. As famílias recebem ainda um kit de higiene pessoal e material de limpeza, produtos essenciais neste período de pandemia do novo Coronavírus: álcool gel, sabonete, sabão de coco e água sanitária.

“Esse momento é histórico aqui na nossa comunidade. Pela primeira vez estou vendo ser distribuído cestas com vários produtos do agricultor familiar. O produtor está de parabéns, porque encontrou um momento que teve seus produtos valorizados, e isto está sendo apresentado aqui pela APA-TO e outras instituições que formam a Rede Bico. Que bom seria se a gente pudesse estar vendendo sempre os nossos produtos e sendo reconhecidos pelos próprios agricultores”, destacou o Sr. João Batista do Projeto de Assentamento Santa Cruz Setor Quatro Bocas.

As cestas básicas contam com o apoio financeiro da Fundação Banco do Brasil.

O coordenador da Cooaf-Bico, ressaltou ainda que no assentamento muitas pessoas não sabiam que os produtores (agricultores familiar) conseguiriam entregar produtos de qualidade, bem embalados e com boa aceitação. Segundo ele, tudo está sendo e foi bem organizado.

“Não é fácil a gente produzir aqui porque falta recurso, mas com a força de vontade que a gente tem, a gente consegue. Percebo que as pessoas que estão recebendo essas cestas, estão agradecendo e gostando dos produtos. E os produtores estão de parabéns porque puderam vender um pouco da sua produção. As pessoas que receberam estão ficando felizes porque as cestas são boas”, explicou.

Famílias do Projeto de Assentamento Santa Cruz, setor Esquinão, também foram beneficiadas.

 

 

 


Cestas com produtos agroecológicos beneficiam população da região do Bico do Papagaio

600 famílias serão beneficiadas com as cestas agroecológicas

Na última sexta (29) e sábado (30) foram entregues cestas básicas com produtos agroecológicos, produzidos pela agricultura familiar em comunidades rurais e quilombolas da região do Bico do Papagaio. 1200 estão programadas para ser entregue a 600 famílias, um total de 21 toneladas de alimentos adquiridos dos grupos que exercem a agricultura familiar na região, uma forma de rentabilidade neste período de pandemia do Covid-19. As entregas serão distribuídas em três etapas, sendo que a próxima ocorrerá no dia 05 de junho.

Dentre os beneficiários estão comunidades quilombolas, acampamentos e agricultores e famílias de cidades da região do Bico do Papagaio em situação de vulnerabilidade social.  Somam um total de 34 comunidades alcançadas pela atividade e que estão localizadas na região de Esperantina, Buriti, São Sebastião, Augustinópolis, Carrasco bonito, São Bento, Araguatins e Axixá. Nesta primeira etapa, 215 famílias dos municípios de São Sebastião, Buriti, Esperantina, Carrasco Bonito e Augustinópolis foram as beneficiadas.

Comunidade Quilombola

Comunidade Quilombola Carrapiché recebeu as cestas nessa primeira etapa.

Dona Iraídes Eloia Silva, casada, mãe de 14 filhos, e moradora da Vila União, explicou que as cestas são importantes neste momento de pandemia, e por isso se sente bem de poder contribuir. “Por meio desse programa que os nossos amigos fizeram de Canaã e Barro Branco, nós estamos felizes, todos recebem as cestas e estamos muito gratos. Se todos se uníssemos nessa pandemia seria muito melhor”, ressalta.

O coordenador do assentamento, António Barbosa Silva, expressou a relevância desse projeto de doação neste momento de pandemia. “Essa parceria da Rede Agroecológica foi interessante porque todos das comunidades conseguiram vender seus produtos. No caso da minha comunidade, a gente vendeu banana e polpas de frutas. Frutas produzidas na nossa comunidade e também outras famílias foram beneficiadas com as cestas e produtos de higiene pessoal e de limpeza”, destacou.

Também foram beneficias, na primeira etapa de entregas, as Famílias de Ouro Verde.

A ação foi organizada pela ONG APA-TO (Alternativas Para a Pequena Agricultura no Tocantins) em parceria com a Cooperamazônia, Cooaf Bico e Rede Bico Agroecológico, com apoio da B Seguros, Banco BV, COOPERFORTE e Fundação Banco do Brasil. O valor investido para esta atividade, que objetiva o combate à pandemia, é de 146 mil.

Cada família receberá duas cestas básicas com os seguintes alimentos: Arroz, feijão, azeite de babaçu, farinha branca e d´água (puba), tapioca, macaxeira, inhame, polpas de frutas nativas, amendoim, abóbora, laranja, banana e massa de puba. Na cesta ainda está incluído kit de higiene pessoal e material de limpeza, produtos essenciais neste período de pandemia do novo Coronavírus: álcool gel, sabonete, sabão de coco e água sanitária.

A moradora do Acampamento Ulisses Manaça, Maria de Fátima, disse que as cestas agroecológicas vão alimentar sua família que tem seis pessoas. “Receber as cestas é de grande importância para alimentar minha família. São alimentos saudáveis porque são produzidos nos assentamentos e acampamentos aqui da região”, explica.

Os produtos que compõem a cesta básica são oriundos da agricultura familiar (na foto moradores do Projeto Assentamento Canaã)               

Doações

Para esta ação, as instituições B Seguros, Banco BV, COOPERFORTE e Fundação Banco do Brasil receberam doações em suas plataformas digitais e que agora estão em fase de repasse para as instituições e organizações.

A Fundação Banco do Brasil continua recebendo doações para apoiar ações de prevenção e combate ao novo coronavírus. Os recursos serão utilizados para assistência social, alimentação, cuidados com a saúde, aquisição de insumos e equipamentos hospitalares e repassados à sociedade por meio de entidades privadas sem fins lucrativos e com notória atuação nas áreas de assistência social e saúde.

As doações podem ser feitas por cartão de crédito, débito e transferências em conta corrente. Banco do Brasil (001); Agência: 1607-1; Conta corrente: 19.000-4 – Coronavírus FBB; CNPJ: 01.641.000/0001-33.

As famílias do Acampamento Carlos Mariguela foram beneficiadas também.

 

Conheça a APA-TO e a Rede Bico Agroecológico

Existente desde 1992, a Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO) é uma Organização Não Governamental (ONG) que trabalha junto a agricultores familiares e populações tradicionais e utilizam os princípios da agroecologia para construir sistemas produtivos sustentáveis.

As bases de seu trabalho são o planejamento e a implementação do desenvolvimento local para pequenos agricultores, a assessoria para a negociação de políticas públicas, a busca de segurança alimentar e geração de renda para famílias de agricultores, a organização do comércio e a formação de lideranças. A Instituição objetiva ainda construir uma história de desenvolvimento participativo que garanta melhores condições de vida no campo para agricultores e agricultoras familiares.

A Rede Bico Agroecológica é uma articulação que envolve mais de 25 organizações e agricultores (as) familiares, assentados (as), quebradeiras de coco e quilombolas que desenvolvem práticas agroecológicas nas suas comunidades e territórios abrangendo 12 municípios do Bico do Papagaio, extremo norte do Tocantins, que compreende a área de transição dos Biomas Cerrado e Amazônia.

 

(Imagens: Equipe APA-TO e MST)


Saneamento Ecológico – Alternativa para o reuso de água

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Sistema de tratamento de reuso montado

A redução da disponibilidade de recursos hídricos vem ocasionando fortes mudanças na agricultura. A economia e o reaproveitamento da água são preocupações crescentes entre a população, principalmente em locais como o Tocantins, que passa por épocas de seca extensa, onde cada gota de água se faz importante. SAIBA MAIS »


4/08/2016

APA-TO promove encontro de planejamento institucional

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Aconteceu a 1ª Oficina de Planejamento Estratégico da APA-TO, nos dias 20,21 e 22 de Julho de 2016, na Escola Família Agrícola Pe Josimo em Esperantina. Estiveram reunidos para discutir estratégias de ações da organização para os próximos 5 anos, toda equipe técnica e administrativa, o conselho diretor e associados da APA-TO, além de representantes de organizações parceiras dos públicos alvo da APA-TO, agricultores(as) familiares, quilombolas e quebradeiras de coco. A oficina foi conduzida pelo consultor de planejamento Domenico Corcione. SAIBA MAIS »


8/07/2016

Organizações do Bico iniciam sistematização de experiências agroecológicas

 

Participantes da Oficina

As organizações sociais e entidades de assessoria do Bico do Papagaio, ao longo de sua caminhada, têm construído inúmeras experiências com base agroecológica em diversas comunidades rurais da região, contribuindo para dar vida e sustentabilidade para as famílias camponesas e populações tradicionais e fortalecer núcleos de resistências à lógica dos grandes  projetos de agronegócio, hidronegócio e mineralnegócio. SAIBA MAIS »


3/06/2016

Quebradeiras de Coco Inauguram Casa de Extração de Azeite

inauguração casa azeite

 

Com a frase “A vida das quebradeiras de coco é lutar, crescer e vencer! Babaçu é Vida! “ as quebradeiras de coco do Projeto de Assentamento Ouro Verde, localizado no Município de Araguatins, inauguraram no dia 28 de maio de 2016,  a  casa de extração de azeite.

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25/05/2016

Jovens em ComunicAÇÃO lançam materiais nas comunidades do Bico do Papagaio

Lançamento na Comunidade São Felix

                                   Lançamento na Comunidade São Felix

Um grupo de 15 jovens agricultores familiares de 06 comunidades do Bico do Papagaio, integrantes do  Jovens em ComunicAÇÃO, percorreram suas localidades  no período de  22 a 24 de abril,  para lançamento dos materiais produzidos  por estes durante a oficina de formação em comunicação comunitária ocorrida ao longo do ano passado, em regime de alternância, com módulos presenciais e atividades nas comunidades. Durante sete encontros, jovens discutiram de forma critica sobre a comunicação que temos, aprenderam a fazer textos, fotografias e vídeos, e voltaram às suas casas para colocar a mão na massa, com a produção de reportagens escritas e audiovisuais sobre suas realidades.

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